MERCADO

Veja as cotações da soja no Brasil após o relatório do USDA

Documento divulgado nesta quinta-feira pelo órgão norte-americano projetou safra mundial de soja em 400 milhões de toneladas

Monte de soja em grão formando mapa do Brasil. Sobre ele, três notas de 50 reais. Ao redor, moedas de diversos valores
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja, nesta quinta-feira (9), pode ser dividido em dois momentos. Antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a oferta era melhor e os preços do mercado estavam mais atrativos por conta de Chicago e do câmbio. Neste momento, houve registro de negócios.

Após o relatório, os preços passaram a cair bastante. Assim, a comercialização ficou travada no Brasil.

Segundo analistas de Safras & Mercado, as ofertas de compra ficaram abaixo das expectativas dos produtores. A alta do dólar foi sustentada pela retração em Chicago.

Confira as cotações da soja disponível

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 147 para R$ 145
  • Região das Missões: recuou de R$ 145 para R$ 143
  • Porto de Rio Grande: diminuiu de R$ 155 para R$ 153
  • Cascavel (PR): decresceu de R$ 137 para R$ 135
  • Porto de Paranaguá: desvalorizou de R$ 147 para R$ 145
  • Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 128
  • Dourados (MS): estabilizou em R$ 129
  • Rio Verde (GO): foi de R$ 129 para R$ 127

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em forte baixa. Após a divulgação do relatório do USDA, considerado baixista, o movimento de realização de lucros iniciado na segunda parte da sessão se intensificou.

O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,129 bilhões de bushels em 2023/24, o equivalente a 112,37 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 49,9 bushels por acre.

O número ficou acima da previsão do mercado, que era de 4,098 bilhões de bushels, ou 111,53 milhões de toneladas. No relatório anterior, a previsão era de 4,104 bilhões ou 111,69 milhões de toneladas.

Os estoques finais estão projetados em 245 milhões de bushels ou 6,67 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 221 milhões ou 6,01 milhões de toneladas.

Em outubro, a previsão era de 220 milhões de bushels ou 5,99 milhões de toneladas. O USDA manteve a estimativa para o esmagamento em 2,3 bilhões de bushels. A exportação teve sua estimativa mantida em 1,755 bilhão de bushels.

Produção mundial de soja

O relatório projetou safra mundial de soja em 2023/24 de 400,4 milhões de toneladas. Em outubro, a previsão era de 399,5 milhões. Os estoques finais estão foram reduzidos de 115,62 milhões para 114,5 milhões de toneladas. O mercado esperava um número de 115,6 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta que a safra dos três principais produtores fique assim:

  • Brasil: 163 milhões de toneladas
  • Estados Unidos: 112,4 milhões de toneladas
  • Argentina: 48 milhões de toneladas

A China deverá importar 100 milhões de toneladas, indica o relatório.

Os estoques globais em 2022/23 estão estimados em 100,31 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em 102 milhões de toneladas.

Sinais de demanda aquecida pela soja americana chegaram a sustentar os preços no início do dia. Os exportadores privados anunciaram a venda de 1,04 milhão para a China e de 662,5 mil toneladas para destinos não revelados.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2023/24, com início em 1º de setembro, ficaram em 1.080.200 toneladas na semana encerrada em 2 de novembro. Analistas esperavam exportações entre 900 mil e 1,5 milhão de toneladas.

Contratos futuros

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Foto: Envato

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 22,25 centavos ou 1,62% a US$ 13,43 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 13,57 1/2 por bushel, perda de 19,50 centavos de dólar, ou 1,41%, na comparação com o dia anterior.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,10 ou 0,02% a US$ 449,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,45 centavos de dólar, com alta de 0,50 centavo ou 1%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,68%, sendo negociado a R$ 4,9404 para venda e a R$ 4,9383 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8918 e a máxima de R$ 4,9469.