
As perdas de produtividade nas principais regiões produtoras e a redução da área cultivada sustentaram a valorização do feijão no primeiro semestre de 2026, segundo o índice Cepea/CNA, divulgado nesta segunda-feira (22), em Brasília. O movimento elevou os preços pagos ao produtor e foi repassado gradualmente ao varejo, em um cenário de maior cautela por parte dos compradores.
Até maio, o feijão carioca acumulou alta entre 85% e 90% nas cotações ao produtor, enquanto os preços ao consumidor avançaram 41,09%. No feijão preto, a valorização foi de 51,7% na origem e de 13,69% no varejo.
Em junho, a entrada da segunda safra contribuiu para a acomodação dos preços do feijão carioca. Os lotes de padrão superior recuaram 9,01%, enquanto os intermediários caíram 11,24%. No sentido oposto, a oferta restrita do feijão preto, após o encerramento da colheita no Paraná, manteve as cotações firmes. O tipo 1 subiu 3,94% no mês e acumula alta de 57,6% no ano.
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No feijão carioca peneira 12 ou nota 9,0 ou superior, a demanda em São Paulo e no Paraná impulsionou os preços em Itapeva (SP) e Curitiba (PR), com altas semanais de 3,25% e 3,35%, respectivamente. Em Minas Gerais, a proximidade da nova safra pressionou os estoques remanescentes e levou a uma queda de 3,73%.
Nas áreas irrigadas do Cerrado, as lavouras seguem em boas condições e a colheita é esperada para o início de julho, o que pode ampliar a oferta nas próximas semanas.
Para o feijão carioca notas 8 e 8,5, Belo Horizonte (MG) registrou alta de 5,93%, e a Metade Sul do Paraná avançou 5,08%. Já Curitiba (PR) e Sorriso (MT) tiveram recuos de 2,63% e 0,86%. No Sul e Sudoeste de Minas Gerais, os preços caíram 3,94% com a liquidação de lotes que perderam qualidade por causa das chuvas. No Leste Goiano, a retração foi de 11,71%.
No feijão preto tipo 1, as negociações seguiram pontuais. Itapeva (SP) recuou 2,92% e Curitiba (PR), 6,49%. Na Metade Sul do Paraná, a demanda mais aquecida sustentou alta de 1,17%.
De acordo com o índice Cepea/CNA, o mercado do feijão em 2026 combina oferta reduzida em parte das regiões, variações entre praças produtoras e ajuste de preços com a entrada da segunda safra, especialmente no caso do feijão carioca.
Fonte: cnabrasil.org.br