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Nesta quarta, representantes de 18 países puderam conhecer de perto como está funcionando o Programa de Diversificação do fumo no Brasil. Eles visitaram uma agroindústria leiteira no distrito de Boa Vista. A Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da Região Sul Ltda (Coopar) recebe diariamente 100 mil litros de leite, de 510 famílias da região, 80% por cento delas trabalha com a produção de tabaco. O presidente da cooperativa, Zilmar de Almeida, é ex-fumicultor e garante que os produtores que estão diversificando a produção estão satisfeitos. Eles recebem em média R$ 0,90 por litro de leite.
Em 1999, 32% da população brasileira acima de 18 anos era fumante, o número caiu para 17% em 2008, e para 14% em 2012. De acordo com o Ministério da Saúde, a queda no consumo do tabaco em todo o mundo trouxe a necessidade de apoio aos fumicultores. Segundo a secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro (Conicq), Tânia Cavalcanti, a experiência brasileira no programa de diversificação está dando certo pode ser referência para o mundo.
Atualmente, a região Sul é responsável por 97% do cultivo do tabaco para cigarros. Em três Estados, 80 mil produtores rurais que se dedicam à cultura estão experimentando a diversificação. Entre os incentivos que o governo federal oferecem estão a capacitação e acesso aos programas de crédito e custeio.
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