De acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), os valores devem ser aplicados em novas ações de divulgação da bebida, setor que mais carece de investimentos. Darci Dani, conselheiro do Ibravin, aponta que a previsão é de um investimento de R$ 6,8 milhões na área de promoção.
– Existe a taxação por uva processada. As vinícolas e indústrias, ao pagarem essa taxa, poderão se creditar desse valor, que vai reverter para o próprio setor – destaca o coordenador da Câmara Setorial da Uva e Vinho do Rio Grande do Sul, Jorge Hoffmann.
A medida deve fortalecer o consumo de bebidas locais. A empresária Fernanda Rodrigues Matias, dona de um restaurante em Porto Alegre, já aposta em uma carta de espumantes 90% nacional.
– Nosso objetivo ao criar a carta foi que ela tivesse todo tipo de produto, que apetecesse o paladar e que a pessoa pudesse pagar – afirma.
Antes de abrir o estabelecimento, Fernanda fez um curso de sommelier com um especialista italiano, cuja orientação serviu de base para o negócio.
– No curso, ele disse que nós, como sommeliers brasileiros, temos a obrigação de promover o produto nacional por dois motivos: primeiro, porque temos um dos melhores produtos do mundo, segundo, porque temos a obrigação de ajudar a economia nacional.
Daniel Panizzi é gerente de uma vinícola tradicional da Serra Gaúcha. Este ano, a empresa está lançando um espumante brasileiro, mas com método de produção francês.
– Os processos utilizados hoje em dia são diferentes dos de antigamente, o que torna o produto melhor. É importante contar com verbas, com recursos, pois isso aumenta o consumo e faz com que todo o setor cresça junto – aponta Panizzi.