E em uma sala de monitoramento são realizadas reuniões frequentes para acompanhar a situação da febre aftosa no Paraguai. Em quatro meses, o país vizinho registrou dois focos da doença. Por videoconferência, servidores das Superintendências do Ministério Agricultura no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, Estado que faz fronteira com o Paraguai, relatam quais medidas vem sendo tomadas. As reuniões acontecem no mínimo duas vezes por semana. O objetivo é dar uma resposta mais rápida contra a doença, registrada no Brasil pela última vez em 2006.
— Nós nunca trabalhamos em risco zero. Nenhum país do mundo faz isso. Nós trabalhamos com o objetivo de mitigar o risco o máximo possível. Dessa forma, nós temos segurança, temos certeza que nós nunca estivemos tão preparados para enfrentar um desafio dessa natureza — conta o diretor do Departamento de Saúde Anima, Guilherme Marques.
A sala diferenciada possui equipamentos de ponta, como o de georreferenciamento, que dá a posição exata de onde o problema está acontecendo.
Já em outra espaço do Ministério da Agricultura funciona a sala de antecipação dos problemas que afetam a agricultura. Uma rede de contatos formada por cooperativas, associações de produtores e entidades de pesquisa têm linha direta com o Ministério.
— Nesse final de ano, por exemplo, nós tivemos condições de prever que o La Niña seria forte e que haveria necessidade de, por exemplo, os produtores de suínos e aves buscarem milho em outras regiões do país. Tivemos um problema que foi antecipado — afirma o chefe de gestão estratégica do Ministério da Agricultura, Derli Dossa.
A rede criada em novembro conta com a participação de 300 entidades. Entre as associações conveniadas está a Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários, que encaminhou 22 sugestões para o Ministério. A entidade pede, por exemplo, que a pasta priorize a indicação de técnicos para cargos estratégicos.
Para fazer parte da rede de contato direto com o Ministério da Agricultura, as entidades do setor rural podem ligar para o número (61) 3218.2644 ou enviar e-mail para [email protected].