– Eu não imaginava que iria dar certo. Para mim, a fruta é uma coisa que você precisa ver, é uma coisa palpável. Ter pessoas acreditando no produto é muito legal. Além dos clientes, fui criando amizades – conta a empresária Alessandra Condes Sondré.
É uma alternativa para tentar contornar a crise que atinge o setor há dois anos consecutivos. No campo, a área plantada diminuiu 30. Só no Estado de São Paulo, de acordo com uma associação de citricultores, mais de 2 mil produtores abandonaram a atividade, o que significa 50 milhões de pés de laranja a menos no campo.
Na indústria, que começou o ano com estoques cheios, a produção também caiu: de 1 milhão de toneladas de suco concentrado em 2012, para 850 milhões de toneladas em 2013. Ainda assim, a produção é alta diante de um consumo que diminuiu 12% em quase 10 anos. O maior comprador do suco de laranja brasileiro é a União Européia, com 70% de participação. A previsão de 6% de aumento nas exportações neste ano, principalmente para os Estados Unidos, não deve ser suficiente para mudar esse cenário.
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