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O custo de produção teve aumento e a mão de obra foi vilã. A diária pulou de R$ 30, para R$ 100.
– O funcionário precisa, assim com eu quero ganhar ele também, só que está ficando inviável. Por isso tem gente desistindo, não se encontra, está difícil – reclama o citricultor.
O clima registrado no verão foi favorável à cultura. A chuva dos últimos dias não atrapalhou a safra, e a expectativa é de uma colheita de 453 mil toneladas no Rio Grande do Sul, entre bergamotas, laranjas e limões.
Já o ganho do produtor não está bom. O excesso de oferta e a concorrência com as frutas que vêm de outros Estados, têm deixado os preços até 15% menores comparado à safra passada.
– No início do ano, as japonesas e as comuns iniciam com preços normais, mas quando começa a entrar as de outras regiões e Estados, o valor pra bergamota cai. Começaram a R$ 35 a caixa e no último mês R$ 6 a caixa. É irrisório e não compensa – explica a extensionista rural da Emater/RS MirimTrevisan.
A expectativa dos produtores agora é com a variedade montenegrina, que traz maior rentabilidade e está começando a ser colhida. O esperado é produtividade média de 18 toneladas por hectare.
– A montenegrina é o carro chefe. Tem expectativa de R$ 18 a caixa e não tem concorrência. Ao contrário da ponkan, cai e da pareci. A ponkan chegou a R$ 8, a pareci R$ 12, média R$9, R$ 10, só que o custo é de uns R$ 12 a caixa.
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