Rio Grande do Sul retoma espaços perdidos na produção de erva-mate

Setor quer indicação de procedência geográfica para o produtoConforme estudo encomendado pelo Sindicato da Indústria do Mate do Estado (Sindimate) e pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o Rio Grande do Sul voltou a crescer no mercado da erva mate após recuo nos últimos anos. O Estado, que já ocupou 92% do mercado no início dos anos 90, chegou a 46% no início dos anos 2000 e hoje está em cerca de 62%. Na contrapartida, o Paraná, que no início dos anos 1990 tinha apenas 4% da produção nacional, hoje chegou a 29%.

Segundo o presidente do Sindimate, alguns municípios reduziram área de plantio, mas outros, como Ilópolis e Arvorezinha, ampliaram suas áreas. Alfeu Strapasson explica que a falta de mão de obra obrigou os produtores a buscar culturas mecanizadas.

– Em algumas áreas planas os agricultores que não têm mão de obra acabaram mudando de atividade e começaram a lidar com culturas que possam ser trabalhadas com máquinas – afirma.

Para aumentar o mercado, o Alto Vale do Taquari, considerada a principal região produtora do Estado, quer buscar a indicação de procedência geográfica para o produto. Pelo menos 35 ervateiras produzem na região, que tem uma área cultivada de 23 mil hectares. Além disso, o dirigente do Sindimate informa que o setor está buscando incentivar o consumo do chimarrão e do tererê, principalmente entre os mais jovens.