Rio Rural instala unidade de pesquisa em São João da Barra, no Rio de Janeiro

Agricultores familiares que participam de pesquisas de cultivo protegido em estufas e mandala adaptado, já tiveram a primeira aula sobre produção do AgrobioNo município de São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro, agricultores familiares da microbacia Rio Doce São João da Barra, que participam de pesquisas de cultivo protegido em estufas e mandala adaptado, tiveram a primeira aula sobre produção do Agrobio, um fertilizante natural desenvolvido pelo Centro Estadual de Pesquisa em Agricultura Orgânica da (Pesagro-Rio). Em agosto, uma unidade de pesquisa participativa do Rio Rural foi instalada na localidade de Folha Larga, na propriedade do agri

– Quando usamos o agrobio, gostamos muito do resultado. Com esta unidade vamos poder ter acesso mais fácil e os agricultores de perto também – disse o agricultor.

O engenheiro agrônomo José Márcio Ferreira, responsável pelo Núcleo de Pesquisa Participativa do Rio Rural no Norte Fluminense, explica que agricultores das 12 unidades de pesquisa de São João da Barra já testaram o Agrobio em suas lavouras. Sebastião foi um dos que se interessaram pela produção do fertilizante.

A pesquisadora da Pesagro-Rio, Maria do Carmo de Araújo Fernandes, responsável pelo desenvolvimento do fertilizante natural, ministrou oficina sobre boas práticas para 12 agricultores familiares. Em sete semanas, os técnicos envolvidos no trabalho voltarão à unidade para concluir o processo de fabricação do defensivo. Além de finalizar o Agrobio, Maria do Carmo irá conduzir uma oficina sobre produção de caldas alternativas e extrato de fumo de rolo, usados como alternativa para substituir os agrotóxicos.

– Desde 2008, o Brasil é o campeão no mundo no uso de defensivos químicos na lavoura. É uma posição vergonhosa para o país. Iniciativas como esta, com agricultores interessados em mudar o cultivo, devem ser valorizadas – disse a pesquisadora.

Segundo o coordenador geral do Núcleo de Pesquisa Participativa, Luiz Antônio Antunes de Oliveira, também pesquisador da Pesagro, as unidades de produção do Agrobio estão sendo instaladas simultaneamente em várias regiões do Estado.
– Estamos divulgando os defensivos alternativos aos agricultores familiares das microbacias trabalhadas pelo Rio Rural. A proposta é que eles conheçam e que possam fazer a transição para a agroecologia. Outra unidade já foi instalada em Teresópolis, na região Serrana. Além de ensinar a produzir, vamos acompanhar os resultados – informou.

O Agrobio é obtido através da fermentação de esterco de vaca, leite, melaço, urina de vaca e sais minerais. Todo o processo demora sete semanas para ser concluído. O custo de um litro do produto é de R$ 4,20, incluindo a matéria-prima e a mão de obra do agricultor.