— É possível que tenhamos diferentes fórmulas, dependendo da região. Mas é possível erradicar a pobreza. Temos de ter padrões sustentáveis, pensar no próximo passo — disse ao participar de reunião com parlamentares da União Europeia e do Brasil sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
— Na conferência, nada será terminado. Será começado. Temos de ser hábeis para criar um estilo de vida mais sustentável — ressaltou.
O deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), integrante da subcomissão da Câmara criada para tratar da Rio+20, disse que o principal desafio do encontro será simplificar as discussões sobre desenvolvimento sustentável e economia verde, considerados os principais pilares do evento.
— O desafio é tentar simplificar. Ou vamos nos afogar em um mar de palavras, como frequentemente ocorre — disse o parlamentar.
Ele lembrou que a Rio+20 não é uma conferência apenas sobre o clima, como foi a Eco 92, mas sim um evento mais abrangente, que deve reunir diferentes iniciativas complexas.
— Vinte anos depois, é importante pensar o que foi feito — reforçou.
A deputada da Espanha Pillar Del Castillo tem a mesma opinião. Para ela, existem diversas iniciativas, como a Agenda 21 e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que podem dificultar a objetividade das conversas.
— O problema é que estamos tão confusos com tantas coisas que só falamos, falamos, falamos — afirmou.
Para ela, é preciso dar ênfase “em eficiência, inovação e tecnologia.”
De 13 a 22 de junho, o Rio de Janeiro será a sede mundial das discussões sobre a economia verde, desenvolvimento sustentável, erradicação da pobreza, inclusão social, produção e consumo de recursos naturais. Pelos dados dos organizadores, mais de 90 presidentes e primeiros-ministros confirmaram presença. A expectativa é que mais de 50 mil pessoas participem das discussões.