A safra foi caracterizada por frutos menores, devido a uma seca na região Sul nos meses de novembro e dezembro de 2012, que prejudicou o desenvolvimento da fruta. Com isso, as maçãs mais graúdas se valorizaram, chegando a ser vendidas a preços recordes. Em outubro de 2013, a gala graúda Cat 1 foi comercializada em média a R$ 72,40 a caixa de 19 quilos no atacado de São Paulo, preço recorde em termos nominais desde novembro de 2007, quando teve início a série do Projeto Hortifruti/Cepea.
Do total colhido na safra 2012/2013, 611 mil toneladas correspondem à variedade gala, redução de 10% em relação à safra anterior. Quanto à Fuji,a produção também recuou, totalizando 354 mil toneladas, volume 15% inferior à temporada 2011/2012.
Gastos com importação superam receita de exportações
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram embarcadas 83 mil toneladas da fruta, 24% a mais que na temporada anterior. A receita obtida com as vendas foi de US$ 61 milhões, 36% a mais na mesma comparação. Os ganhos foram os maiores em termos nominais desde 2008, quando exportadores brasileiros receberam US$ 80 milhões.
Ainda de acordo com a Secex, o Brasil comprou 65 mil toneladas da fruta de janeiro a outubro de 2013, volume 45% maior que o mesmo período de 2012. Os gastos foram de US$ 67 milhões, número 49% maior que o adquirido anteriormente.