Secretária da Agricultura de São Paulo diz que recursos do Plano Safra vão melhorar setor

Mônika Bergamaschi aponta que é necessária uma visão de longo prazo do governo para sustentar as políticas públicas voltadas ao setorA secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, afirmou nesta quarta, dia 5, que o volume de recursos a ser destinado à agricultura dentro do Plano de Safra 2013/2014 melhorará as condições do setor.

– Os valores do Plano de Safra têm crescido ao longo dos anos, mas ainda sinto falta de projetos de longo prazo. O agricultor precisa de mais segurança para fazer seus investimentos num horizonte maior. Essa visão de longo prazo também precisa ocorrer para sustentar as políticas públicas voltadas ao setor – declarou.

De acordo com Mônika, o agronegócio sempre precisará de  apoio financeiro.

– Somente o valor da produção agrícola do Estado de São Paulo é de US$ 60 bilhões, sem contar os itens manufaturados – destacou.

No caso do Estado, ela diz haver ações de longo prazo para o setor, com maior ênfase ao pequeno e médio produtor.

– Hoje, o Estado possui um total de 330 mil propriedades rurais e estimamos que mais de 50% são de agricultura familiar – afirmou. Dentre as medidas de incentivo ao pequeno e médio empresário do setor, estão linhas de crédito a zero juro e de até 3% ao ano, com bônus de adimplência; subvenção ao prêmio do seguro rural e subsídios a produtores que usam contratos no mercado futuro da BM&FBovespa.

– Nossos plano são permanentes e não visam o curto prazo – destacou.

Mônika participou nesta quarta, ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em Cotia (SP), de evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Alckmin e o secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas, anunciaram programa crédito ambiental paulista de R$ 60,460 milhões – R$ 1,5 milhão voltado ao pequeno produtor rural. Também foi assinado o decreto que cria o Sistema de Cadastro Ambiental Rural Paulista (Sicar-SP), na qual o produtor de São Paulo pode fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o que atende às normas do novo Código Florestal.

Marfrig

Na ocasião, a empresa de alimentos Marfrig assinou um termo de cooperação com o Estado para a criação de um sistema de logística reversa, que promoverá a reciclagem pós-consumo das embalagens de itens comercializados pela empresa no Estado. Segundo a Marfrig, projetos-piloto devem ser adotados ainda este ano em unidades da companhia em Promissão e Jaguariúna (SP). Em 2014, o sistema de reciclagem será levado para Amparo, Nuporanga e Votuporanga (SP). Em 2015, chega a São Paulo e Osasco.

O objetivo da empresa é cumprir a meta estipulada pelo Ministério do Meio Ambiente de recolher e reciclar ou destinar corretamente 28% das embalagens dos produtos depois de usadas até 2019, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Com o projeto, as cooperativas serão estruturadas para triplicar o volume de resíduos sólidos recolhidos, atendendo a meta estipulada pelo ministério. 

Agência Estado