Para o coordenador da Emater do município, Carlos D’Ávila Rocha, o trabalho realizado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) contribui para a valorização da agricultura familiar e para a baixa dos custos da plantação.
– Esta cultura é muito antiga e estava se perdendo com os anos. Resolvemos resgatar esta ação, pois esta semente é mais resistente às mudanças climáticas e economiza na plantação, já que não há necessidade de acrescentar muito adubo durante o plantio da safra – destaca Rocha.
Atualmente, os agricultores contam com uma ampla variedade de sementes. Só o feijão tem mais 15 espécies, fora os grãos de milho, amendoim, abóbora, moranga e melancia.
Uma das famílias beneficiadas com as sementes crioulas é a da produtora rural Norci Corneli, de 78 anos.
– Nós guardamos as sementes retiradas dos legumes e outros alimentos, a partir deste trabalho, trocamos com vizinhos e amigos para que todos tenham boas safras – conta a agricultora.
A prática de conservação das sementes crioulas não é uma tarefa muito difícil. Norci conta como faz para tê-las em sua propriedade.
– Escolhemos a planta ou alimento mais bonito da horta e dela tiramos as sementes, com isso, fazemos destas sementes outras mudas e assim por diante. Assim sempre fazemos um estoque para termos em outras safras ou trocarmos entre vizinhos e amigos.
Além de cada um guardar as suas sementes, a Emater e a SDR contam com 35 agricultores chamados de “guardiões”, que cumprem o papel de estocar as sementes para as próximas plantações.