Servidores da Fepagro paralisam atividades no Rio Grande do Sul

Funcionários pedem apuração de atitudes do presidente da fundaçãoPara pressionar pela abertura de sindicância sobre denúncias envolvendo o presidente Danilo Rheinheimer, os funcionários da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Sul (Fepagro) anunciaram nessa quarta, dia 28, que vão parar. A greve deve durar até manifestação oficial do governo.

O secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, confirmou que atenderá ao pedido da associação de servidores e assinará nesta quinta, dia 29, uma portaria designando abertura da investigação. Disse ainda que a ausência de provas e fatos graves não garante tratamento de urgência ao tema. Por essa razão, o secretário alerta:

– Quem não for trabalhar terá seus dias descontados.

As queixas dos trabalhadores são referentes a assédio moral, comentários depreciativos e desrespeito. Segundo a presidente da associação dos servidores, Valesca Santos Gomes, a greve foi decidida em votação que reuniu cerca de 70 funcionários.

– A primeira vez que esse comportamento do presidente foi reportado ocorreu em abril de 2011. Mas a situação foi se agravando a tal ponto que se tornou insustentável – explica Valesca.

Rheinheimer atribui o desconforto dos funcionários a mudanças que está fazendo na fundação. Controle de gastos, fiscalização do uso de recursos e instalação do ponto biométrico para funcionários estão entre as medidas.

– Para moralizar a instituição, sou obrigado a colocar controles internos. Mas sei que essa atitude provoca reações contrárias – observa.