No Rio Grande do Sul, a mobilização atingiu os 108 funcionários. Como forma de protesto, 30 quilos de arroz orgânico, produzidos em assentamentos da reforma agrária, foram distruídos aos motoristas em Porto Alegre. Segundo os organizadores do movimento, mais de 100 projetos deixaram de ser analisados nesta segunda no Estado. Os servidores reclamam da defasagem dos salários em relação a outros órgãos do governo, como o Ibama e o Ministério da Agricultura, que chegariam a ganhar até o dobro.
Segundo dados da Associação dos Servidores do Incra (Assincra), em 1985 9,7 mil servidores atendiam 65 assentamentos em todo o país. Hoje, os 5,2 mil funcionários são responsáveis por fiscalizar 8,2 mil assentamentos.
Os servidores devem paralisar as atividades novamente na próxima segunda, dia 14. No dia 21 de maio, além da mobilização nos Estados, uma assembleia em Brasilia deve decidir o início da greve.