Setor produtivo de Mato Grosso aprova leilão de parte da BR-163

Concessão é vista como começo da inversão do mapa logístico agrícola no paísO leilão de concessão de parte da BR-163, realizado nessa quarta, dia 27, em São Paulo, foi muito bem recebido pelo setor produtivo de Mato Grosso. Apesar de o trecho não beneficiar diretamente o escoamento dos grãos pelos portos do Arco Norte, a concessão é vista como um avanço e o começo da inversão do mapa logístico agrícola no Brasil.>> Diretor da Aprosoja acredita que custos do frete devem cair com obras da BR-163O trecho da rodovia BR-163, que liga Itiquira a Sinop, agora sob concessão da

– Acho que foi a melhor solução pata atender o agronegócio em curto prazo. Hoje, existe um gargalo de 450%, passa quatro vezes e meio mais caminhões neste trecho do que a rodovia tem capacidade de suportar. Na próxima safra, ainda teremos problemas, porque não dá para duplicar este trecho no ano que vem. Vai levar de quatro a cinco anos para que isso ocorra – afirma Renato Pavan, diretor da Macrologística.

Apesar de favorecer o escoamento da produção para os portos do Sul e Sudeste, a concessão não vai contra a tendência de escoar a safra de grãos de Mato Grosso pelos portos do Arco Norte.

-Nós não vamos deixar de escoar os produtos por Santos, Paranaguá ou São Francisco. O Estado de Mato Grosso produz 45 milhões de toneladas e pode produzir mais 100 milhões. O Arco Norte vai ter condição de embarcar até 2015, por aí, algo como 60 milhões de toneladas. Então vai ser a virada do mapa, mas não vamos deixar de usar o Sul e o Sudeste – afirma Edeon Vaz Ferreira, diretor do Movimento Pró-Logística.

E essa previsão começa a virar realidade já na próxima safra, quando estão previstas o embarque de mais de 5 milhões de toneladas pelos portos do Arco Norte.
Tendência que se confirma nos investimentos previstos pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que prioriza em seus programas investimentos a região Norte.

– Não há duvida no governo e nos organismos que estudam logística de que a gente precisa abrir o caminho para o escoamento da carga agrícola, principalmente pela região Norte – afirma Hederverton Andrade Santos, diretor da EPL.

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