– Acho que foi a melhor solução pata atender o agronegócio em curto prazo. Hoje, existe um gargalo de 450%, passa quatro vezes e meio mais caminhões neste trecho do que a rodovia tem capacidade de suportar. Na próxima safra, ainda teremos problemas, porque não dá para duplicar este trecho no ano que vem. Vai levar de quatro a cinco anos para que isso ocorra – afirma Renato Pavan, diretor da Macrologística.
Apesar de favorecer o escoamento da produção para os portos do Sul e Sudeste, a concessão não vai contra a tendência de escoar a safra de grãos de Mato Grosso pelos portos do Arco Norte.
-Nós não vamos deixar de escoar os produtos por Santos, Paranaguá ou São Francisco. O Estado de Mato Grosso produz 45 milhões de toneladas e pode produzir mais 100 milhões. O Arco Norte vai ter condição de embarcar até 2015, por aí, algo como 60 milhões de toneladas. Então vai ser a virada do mapa, mas não vamos deixar de usar o Sul e o Sudeste – afirma Edeon Vaz Ferreira, diretor do Movimento Pró-Logística.
E essa previsão começa a virar realidade já na próxima safra, quando estão previstas o embarque de mais de 5 milhões de toneladas pelos portos do Arco Norte.
Tendência que se confirma nos investimentos previstos pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que prioriza em seus programas investimentos a região Norte.
– Não há duvida no governo e nos organismos que estudam logística de que a gente precisa abrir o caminho para o escoamento da carga agrícola, principalmente pela região Norte – afirma Hederverton Andrade Santos, diretor da EPL.