Sobre conflitos indígenas, Dilma afirma que governo cumpre a lei rigorosamente

Ministro da Secretaria-Geral da presidência desmentiu que a presidente teria sugerido o descumprimento de ordem judicial que determinou a retirada de índios de fazenda em Mato Grosso do SulA presidente Dilma Rousseff falou nesta quarta, dia 5, sobre os conflitos gerados pela demarcação de terras indígenas no país e defendeu o cumprimento das recentes decisões judiciais. A declaração foi feita durante um evento em Brasília. Dilma afirmou que o Brasil é um país que cumpre o que determina a Justiça.

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– Nós temos uma população indígena e não podemos negá-la, população originária do nosso país. Mas isso não significa que outras também não tenham direito. Eu acho que essa é uma questão que tem de ser feita com base no diálogo. Agora, o Brasil, o governo brasileiro, cumpre lei rigorosamente. O que a Justiça dispõe para nós fazermos, nós cumprimos. Agora, sempre vamos preferir o processo negocial para evitar choques, mortes, ferimentos. Até porque eu acho que isso é algo que é característico da sociedade brasileira. – afirmou a presidente.

Na terça, dia 4, durante uma reunião com indígenas, o ministro da Secretaria-Geral da presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que a presidente teria sugerido o descumprimento de ordem judicial que determinou a retirada de índios de uma fazenda invadida em Mato Grosso do Sul.

Em nota, nesta manhã, o Gilberto Carvalho esclareceu a declaração, garantindo que, em nenhum momento, Dilma teria proposto o não-cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse em Mato Grosso do Sul.

CNA critica ação da Funai

Em nota, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), criticou a ação da Funai na questão da demarcação de terras. “Os produtores rurais não desrespeitam os direitos dos índios, mas, ao contrário, estão tendo os seus desrespeitados. As invasões têm sido sistemáticas, a partir de ação da Funai, que, ao arrepio da lei, decide de maneira autocrática que terras serão demarcadas, ignorando os direitos do produtor rural e a segurança de sua família e empregados” – afirmou, por meio de nota.

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