COTAÇÕES

Soja: à espera de relatórios, Chicago opera sem tom definido

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 10,50 centavos de dólar, ou 0,87%, a US$ 11,89 por bushel

Close em mãos segurando um punhado de soja
Foto: Roberto Kazuhiko Zito/Embrapa Soja

Os contratos da soja em grão registram preços próximos à estabilidade nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado opera sem tom definido, oscilando entre os territórios positivo e negativo. As cotações tentam esboçar sinais de um movimento de recuperação técnica, após atingir o menor nível desde 2020. Porém, diante das chuvas benéficas esperadas na América do Sul, o foco dos agentes se firmou na perspectiva de grandes estoques globais e na fraca demanda pelo produto estadunidense.

As atenções dos investidores estão voltadas para a divulgação da nova estimativa de safra do Brasil pela Conab e, posteriormente, para a revisão do número pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mês passado, os números ficaram em 155 milhões e 157 milhões, respectivamente, bem acima das projeções das consultorias privadas. Safras projeta produção de 151,35 milhões de toneladas.

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O USDA deverá elevar a sua estimativa para estoques finais e safra de soja em 2023/24 nos Estados Unidos. Os números serão divulgados nesta quinta (8), às 14h.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 282 milhões de bushels em 2023/24. Em janeiro, a previsão ficou em 280 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2023/24 de 112,9 milhões de toneladas, contra 114,6 milhões de toneladas estimadas em janeiro. Para a safra do Brasil, a aposta é de que o número recue de 157 para 153 milhões de toneladas. Para a Argentina, o mercado aposta em número de 50,8 milhões, acima dos 50 milhões indicados em janeiro.

Os contratos com vencimento em março operam cotados a US$ 11,88 3/4 por bushel, recuo de 0,25 centavo, ou 0,02%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (07), a oleaginosa fechou com preços mais baixos. Com clima favorável na América do Sul, fraca demanda nos Estados Unidos e se posicionando frente ao USDA, as cotações atingiram o menor nível desde dezembro de 2020 no gráfico contínuo.

A proximidade do feriado do Ano Lunar na China acrescentou pressão sobre os preços. O país asiático é o principal comprador mundial da oleaginosa, o que sinaliza um período de demanda desaquecida.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 10,50 centavos de dólar, ou 0,87%, a US$ 11,89 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 11,97 1/2 por bushel, com perda de 10,75 centavos ou 0,88%.

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