Soja

Soja: nova negociação entre China e EUA faz preço subir em Chicago

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

China
Foto: Andrea Hanks/ White House

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira, dia 4, com preços mais altos. O otimismo em torno de uma nova rodada de negociações entre China e Estados Unidos e as preocupações com a safra sul-americana asseguraram mais um dia positivo.

A China vai receber uma delegação dos EUA na próxima segunda-feira e terça-feira, para discutir sobre questões econômicas e de comércio, disse o Ministério do Comércio da China, em um breve comunicado.

De acordo com a nota, representantes dos dois países tiveram conversas ao telefone na sexta para confirmar a reunião. O objetivo é tentar solucionar a disputa comercial entre Washington e Pequim, que tem gerado impactos negativos em ambas as economias e nos mercados financeiros globais.

Em relação à safra na América do Sul, a maior preocupação com a perda no potencial produtivo em algumas regiões do Brasil, devido à estiagem. A falta de chuvas atingiu principalmente os estados do Paraná e de Mato Grosso do Sul.

Na sexta, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) pintou um quadro bem preocupante, indicando que a safra poderá cair até para 110 milhões de toneladas. As estimativas iniciais apontavam para produção recorde, acima de 120 milhões de toneladas.

Na Argentina, o problema é o excesso de chuvas, que está atrasando os trabalhos de plantio. Não se descartam perdas em decorrência desse atraso.

Para completar o cenário favorável aos preços, os dados de desemprego e criação de vagas nos Estados Unidos mostraram um desempenho vigoroso, propiciando um clima de menor aversão ao risco. As commodities subiram de forma geral e a soja incorporou esse incentivo.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Janeiro/2019: US$ 8,75 (+8,75 cents)
  • Março/2019: US$ 9,34 (+9 cents)

Brasil

O mercado brasileiro de soja seguiu travado nesta sexta. Os preços pouco oscilaram e seguem sem atrair os produtores. A quinta queda consecutiva do dólar neutraliza o impacto positivo das altas em Chicago.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 77,50
  • Cascavel (PR): R$ 71,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 70
  • Dourados (MS): R$ 76
  • Santos (SP): R$ 79,50
  • Paranaguá (PR): R$ 77,50
  • Rio Grande (RS): R$ 80,50
  • São Francisco (SC): R$ 79,50
  • Confira mais cotações

Milho

O milho fechou com preços mais altos na Bolsa de Chicago —  no acumulado da semana, a elevação foi de 2%. O mercado buscou suporte nas preocupações com o clima na América do Sul.

No Brasil é a falta de chuvas que aumenta o temor quanto a perdas de produtividade. Já na Argentina é o excesso de precipitações, atrapalhando as atividades de cultivo do cereal, que contribui para a alta de preços.

A forte valorização dos preços do petróleo ao longo do dia também influenciou positivamente as cotações.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,83 (+3,25 cents)
  • Maio/2019: US$ 3,91 (+3,50 cents)

Brasil

O mercado brasileiro de milho registrou preços pouco alterados nesta sexta-feira. O ritmo foi moroso na comercialização e as cotações seguem sustentadas pela oferta restrita em muitas regiões, com atenções para o começo da colheita no Rio Grande do Sul.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 37
  • Paraná: R$ 35
  • Campinas (SP): R$ 42
  • Mato Grosso: R$ 37
  • Porto de Santos (SP): R$ 38,
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 37
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 37
  • Veja o preço do milho em outras regiões

Boi gordo

A semana passada terminou com poucos negócios fechados. De acordo com a Scot Consultoria, o movimento é normal para uma semana curta, pós feriados prolongados.

A pequena quantidade de transações manteve o mercado firme e a referência das cotações estáveis, com pequenas variações regionais. Em grande parte dos frigoríficos paulistas, por exemplo, a programação de abate atende a quatro dias. “Mas vale destacar que há frigoríficos com escalas mais longas fora das compras, assim como há também aqueles com escalas curtas ofertando preços maiores pela arroba”, diz.

Em alguns estados, como Tocantins e Rondônia, a tática das indústrias continua sendo de testar pagamentos menores pela arroba.

Segundo a Scot, o cenário esperado para janeiro de aumento na disponibilidade de animais terminados em pasto e redução nas vendas de carne ainda não chegou por completo. “Muitos agentes do mercado ainda estão em férias, mas certamente ao longo dos próximos dias esse quadro mudará”, afirma.

Por fim, fica a expectativa de como a oferta vai se comportar na segunda semana do mês, quando os negócios devem voltar à normalidade.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 150
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 146
  • Goiânia (GO): R$ 139
  • Dourados (MS): R$ 142
  • Mato Grosso: R$ 130,50 a R$ 136
  • Marabá (PA): R$ 131
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,95 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 149,50
  • Paragominas (PA): R$ 137
  • Tocantins (sul): R$ 131
  • Veja a cotação na sua região

Café

O mercado brasileiro de café teve uma sexta-feira de preços mais baixos. As cotações foram pressionadas pela combinação de queda do arábica em Nova York e baixa do dólar.

No dia apareceram mais compradores interessados, porém com bases muito abaixo da indicação de venda. Assim, o mercado travou em termos de negócios.

Agora, a expectativa está voltada esta semana, quando muitas empresas voltam das férias coletivas.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 405 a R$ 410
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 410 a R$ 415
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 335 a R$ 340
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305
  • Confira mais cotações

Nova York

O café arábica encerrou as operações com preços mais baixos. Segundo traders, após a forte valorização da quinta-feira, o mercado teve um pregão de correção técnica. Ainda se manteve acima da importante linha técnica e psicológica de US$ 1 a libra-peso. No balanço semanal, o contrato março acumulou uma alta de 0,6%.

Os fundamentos baixistas seguem pesando sobre as cotações, ante o cenário de oferta superavitária contra a demanda. A queda do dólar contra o real no Brasil evitou maiores perdas, assim como a subida do petróleo.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 101,60 (-0,55 cents)
  • Maio/2019: US¢ 104,65 (-0,50 cents)

Bolsa de Londres

O robusta terminou o dia com cotações em baixa. Após os bons ganhos da sessão anterior, o mercado caiu seguindo as perdas registradas para o arábica, apontam traders. No balanço da semana, o contrato março acumulou uma alta de 1,1%.

A ampla oferta global segue como o fundamento baixista para o café nas bolsas.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

  • Janeiro/2019: US$ 1.545 (-US$ 11)
  • Março/2019: US$ 1.562 (-US$ 11)

Nova call to action

Dólar e Ibovespa

A cotação do dólar teve queda no fechamento da B3, a bolsa de valores de São Paulo. A moeda americana ficou em R$ 3,7160, uma variação negativa de 1,02%.

O índice Ibovespa, indicador de desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, fechou com alta de 0,30%, totalizando 91.840 pontos nesta sexta-feira, batendo novo recorde nominal, pelo terceiro consecutivo. O recorde anterior, de 91.564 pontos, foi registrado na quinta-feira, dia 3.


Previsão do tempo para segunda-feira, dia 7

Sul

O início da semana será marcado por tempo instável e pancadas de chuva sobre toda a região. Desta vez, os maiores acumulados ficam concentrados do oeste ao sul gaúcho, por conta da formação de instabilidades no alto da atmosfera.

Outro destaque é o que céu volta a ficar mais nublado e com chuva a qualquer momento do dia. Isso se deve à formação de uma área de baixa pressão atmosférica na costa, alimentada pela umidade da Amazônia e que dará origem a uma nova frente fria no dia seguinte.

Há potencial para temporais, especialmente em áreas que fazem fronteira com o Uruguai e a Argentina.

 

Sudeste

Dia com tempo instável e possibilidade de pancadas de chuva sobre boa parte da região, em especial no estado de São Paulo. Vale ressaltar que a chuva ocorre de forma pouco expressiva, intercalada com períodos de sol e muito calor.

Tempo firme no leste mineiro, norte fluminense e todo o Espírito Santo.

 

Centro-Oeste

As instabilidades perdem força sobre Mato Grosso e voltam a ganhar intensidade em Goiás. A chuva continua na forma de pancadas rápidas, intercaladas com períodos de sol e muito calor em toda a região central.

 

Nordeste

A expectativa é de chuva em pontos do Maranhão. Nas demais áreas, a chuva ocorre sem grande intensidade. Já na Bahia, o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) avança sobre o estado e mantém o ar mais seco, inibindo a chuva em grande parte da região, mas favorece a formação de pancadas nos entornos.

 

Norte

A chuva persiste de forma mais expressiva entre Pará e Tocantins. Ainda que de forma pontual, os acumulados devem chegar aos 50 milímetros no oeste do Pará e do Tocantins.

Nas demais áreas da região, a expectativa é de chuva em forma de pancadas e muito calor.