MERCADO BRASILEIRO

Soja não resiste à queda de Chicago e termina dia em baixa

Agentes também estão à espera do relatório de intenção de plantio da soja nos Estados Unidos, a ser divulgado na sexta-feira (30)

O ritmo de negócios diminuiu no mercado brasileiro de soja nesta quarta-feira (28). Mesmo com o dólar subindo, os preços caíram acompanhando a forte retração de Chicago.

Segundo analistas de Safras & Mercado, os prêmios seguem negativos e o mercado busca por negócios para setembro.

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 137 para R$ 136
  • Região das Missões: recuou de R$ 136 para R$ 135
  • Porto de Rio Grande: decresceu de R$ 143 para R$ 142
  • Cascavel (PR): baixou de R$ 127 para R$ 124
  • Porto de Paranaguá (PR): diminuiu de R$ 139 para R$ 136
  • Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 113
  • Dourados (MS): caiu de R$ 121 para R$ 120
  • Rio Verde (GO): passou de R$ 114 para R$ 111,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos.

O clima nos Estados Unidos foi o maior fator de pressão sobre as cotações da oleaginosa. Mas os investidores seguem de olho também no cenário financeiro e nos dados que serão divulgados na sexta pelo USDA.

A previsão é de chuvas para os próximos dias no cinturão produtor dos Estados Unidos, beneficiando as lavouras. Com isso, os agentes vão retirando o prêmio climático adicionado às cotações recentes, quando as condições secas prevaleceram.

Há certa aversão ao risco no mercado financeiro, em meio às preocupações com a inflação global. Com isso, o dólar subiu, tirando competitividade dos produtos agrícolas americanos na exportação. Os agentes também se posicionam frente ao relatório do Departamento.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 87,66 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março.

O relatório de área plantada será divulgado nesta sexta (30), às 13hs. A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 87,66 milhões de acres, acima dos 87,45 milhões de acres cultivados em 2022.

No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 87,505 milhões de acres.

O Departamento vai divulgar na sexta também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 808 milhões de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 1,685 bilhão e em junho do ano passado os produtores tinham 968 milhões de bushels armazenados.

Contratos futuros

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Foto: Pixabay

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 34,50 centavos ou
2,47% a US$ 13,61 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 12,65 por bushel, com perda
de 29,25 centavos de dólar ou 2,25%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com perda de US$ 6,30 ou 1,57% a US$ 393,70
por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 57,67 centavos de dólar,
com baixa de 1,23 centavo ou 2,08%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,10%, sendo negociado a R$ 4,8500 para venda e a R$ 4,8480 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8130 e a máxima de R$ 4,8720.