Solução para a demarcação das terras indígenas em Mato Preto (RS) se aproxima de um consenso

Não houve avanços no caso de Passo Grande do Rio Forquilha e não foi discutida a situação em FaxinalzinhoA demarcação de terras do Rio Grande do Sul voltou à mesa de dicussões em Brasília. Contando com a presença do ministro da ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, agricultores e indígenas se aproximaram de uma solução para o caso de Mato Preto, no Rio Grande do Sul.

O ministro sugeriu que fosse considerado o primeiro laudo da Funai, que demarcava 652 hectares como reserva indígena, ao invés dos 4800 que são reivindicados atualmente pela fundação. Os índios aceitaram a proposta e os agricultores ficaram de analisar o possível acordo.

– Temos a fixação de um lado primeiro da Funai, de em torno de 600 hectares, onde o governo federal e estadual pagariam a indenização pela terra e pelas benfeitorias para os proprietários dessa terra que seria declarada indígena – comentou o ministro.

Já em Passo Grande do Rio Forquilha, onde população indígena está em uma área de 237 hectares e espera a decisão da Justiça sobre o restante do pedido, de 1916 hectares, não houve avanço. Nenhuma possibilidade agradou indígenas e produtores rurais.

Por fim, em Faxinalzinho, onde dois agricultores foram mortos recentemente, não houve discussão, uma vez que os índios caingangues não compareceram. O motivo alegado é que seus representantes estão presos. Cardozo afirmou que considera essa uma questão prioritária para o Ministério da Justiça.

James Torres, vice-prefeito da cidade, comentou que a comitiva veio com a espectativa de tomar providências para resolver a situação, mas saíram frustrados. 

– Para nós, a situação é bem delicada pela população, que está muito apreensiva com isso. Temos uma declaração e um parecer da Advogacia Geral da União a nosso favor, dizendo que não é possível realizar a ampliação que eles querem – comenta.

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