Tecnologia e crédito para driblar a seca marcam Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS)

Negócios esperam reverter crise e impulsionar crescimento do setorÉ em época de adversidades que o ser humano mostra seu potencial de se reinventar e superar as crises. Com este pensamento os organizadores da Expodireto Cotrijal pretendem fazer do evento um oásis para quem sofreu com a seca deste ano. Mais de R$ 1 bilhão em crédito, rodadas de negócios com 70 países e grandes promoções dos expositores devem estar na feira que começa dia 5 de março.

Considerada a capital nacional da agricultura de precisão, Não-Me-Toque vai servir como modelo, durante a feira, do que a tecnologia é capaz de fazer por uma lavoura. Nas regiões afetadas pela seca, as propriedades que têm implantada a agricultura de precisão conseguiram manter a produtividade e tiveram quebras menores.

– O resultado vai aparecer muito este ano, o uso de sementes mais resistentes e equipamentos que ajudam a corrigir o solo e obter o máximo de cada talhão fizeram diferença com a falta de chuvas – conta o presidente da Cotrijal, Nei Mânica.

Depois do recorde de vendas em 2011, R$ 1,04 bilhão em negócios, as empresas chegarão à feira com o desafio de manter ou superar este número. Para atrair clientes castigados pela seca, a previsão é de grandes promoções no lançamento de novas máquinas e variedades de sementes.

E dinheiro para o investimento não deve faltar. Para impulsionar os negócios, o Banrisul, Badesul e BRDE anunciaram R$ 1 bilhão em crédito, valores que os produtores só começarão a pagar em 2013, devido ao prazo de carência. Se for necessário, haverá complementação de valores.

As rodadas de negociação vão ocorrer simultaneamente em dois salões no parque, com a presença de 90 delegações. A novidade neste ano é que, além de máquinas, os negócios vão abranger toda a cadeia produtiva, incluindo grãos, lácteos e produção animal. Para auxiliar o contato com os compradores, a feira terá tradutores de inglês, espanhol, alemão, árabe, polonês e russo.

– Temos que saber que esta seca não foi a primeira e não será a última. É neste momento que se busca as melhorias, temos que aproveitar as oportunidades diferenciadas que surgem na crise – salienta Mânica.

Neste ponto a Expodireto pretende também mostrar sua força de reivindicação com os órgãos estaduais e federais. Durante uma audiência pública no dia 9, último dia do evento, a Cotrijal quer discutir um seguro agrícola que contemple a renda do produtor e pedir a desburocratização do licenciamento ambiental para criar alternativas de irrigação.

– Hoje, um agricultor não pode abrir uma valeta, fazer um açude porque é multado. No ano passado, tínhamos 2,1 mil milímetros de água na região que deixamos escorrer e ir embora, uma água que fez falta neste ano – afirma o presidente da Cotrijal.

Acesse o site da feira para obter mais informações.