
A previsão é do com o diretor comercial do Tecon Rio Grande, Thierry Rios, e não inclui na conta o arroz e café, grãos que, junto com o tabaco e a carne suína e de frango, sempre estiveram entre os principais produtos exportados pelo terminal desde que se instalou no Porto de Rio Grande, em 1997.
– Nos últimos cinco anos, sentimos uma tendência mundial para ‘conteinerizar’ essas outras commodities agrícolas e começamos a investir. Sabíamos que era um projeto demorado, mas que teria muito que crescer – explica.
Segundo Rios, exportar soja e trigo por meio de contêineres se tornou um bom negócio quando as traders passaram a valorizar o fato de poder entregar quantidades menores a compradores exigentes, como os países europeus, ou que têm uma logística complicada, como a China. No time dos importadores “mais exigentes” estão os alemães.
– Para um território muito grande, receber a mercadoria em contêineres facilita a distribuição. Quando você exporta grão ou farelo de soja num navio graneleiro, mistura lotes de diferentes produtores. Com o contêiner é diferente, você sabe exatamente a procedência do que está ali – conta o diretor.
Neste primeiro semestre foram ou serão embarcados 200 contêineres de farelo de soja, 275 de soja (em grão) e 120 de trigo. Para o segundo semestre, o Tecon está negociando o escoamento de outros 400 de farelo (todos para a Alemanha) e 86 de trigo. O total de 1.081 contêineres de grãos contratados até aqui já representa um recorde para o Tecon – em 2013 foram 225 e em 2014, cerca de 100.