Tomate puxa quase metade da alta de 0,22% do IPC-S, diz FGV

Preços do produto, que possuem uma volatilidade histórica tiveram aumento devido ao excesso de chuva em algumas regiões produtoras do BrasilO aumento persistente nos preços dos alimentos está deixando a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) mais salgada. Na segunda quadrissemana de julho, o indicador acelerou para 0,22%, contra 0,19% na leitura passada, divulgou nesta segunda, dia 16, a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Apenas o tomate foi o responsável por quase a metade da alta do IPC-S. Com uma elevação de 35,35% no período, os preços do tomate, um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, tiveram uma contribuição de 0,08 ponto porcentual no IPC-S de 0,22% na segunda quadrissemana do mês.

– Esperávamos uma alta em torno de 0,10% (IPC-S), mas veio maior por conta de Alimentação (de 0,84% para 0,96%). Mais uma vez, o responsável foi o tomate, cujos preços têm uma volatilidade histórica – disse o coordenador do IPC-S, Paulo Picchetti.
Segundo ele, outra explicação para a elevação dos preços do tomate é o excesso de chuvas em algumas regiões produtoras do país, que afetou as lavouras e deixou o produto mais caro.

Picchetti relembrou que a inflação do grupo Alimentação de 2012 está destoando do comportamento nos últimos dois anos. Na segunda quadrissemana de julho de 2011, por exemplo, os preços dos alimentos tiveram deflação de 0,94%. Em igual período de 2010, mostraram taxa negativa de 0,96%.

– O grupo está com um desempenho bem acima dos anos anteriores. Já os demais conjuntos de preços estão com valores menores – disse.