As frutas cultivadas pelo agrônomo João Vinicius Della Vecchia são consideradas exóticas. A produção é pequena em nível nacional e ainda distante da maioria dos consumidores.
– Elas chegam muito pouco ao grande mercado consumidor, ficam mais em São Paulo ou grandes centros. Ao grande público brasileiro são desconhecidas – afirma o produtor.
A produção maior é de pitaya, fruta natural da América Central que se adaptou muito bem ao clima de Pinhalzinho, com temperaturas mais altas durante o dia e baixas à noite. São três variedades, branca, vermelha e amarela, todas com o mesmo valor nutricional.
– A pitaya melhora o HDL do sangue e a semente regula o trato intestinal. Suas propriedades agregam nutrição ao dia a dia. A branca e a vermelha são bem produtivas. Já a amarela tratamos como ouro – relata.
A caixa vendida pelo produtor, que varia entre três e quatro quilos, dependendo da variedade, pode custar entre R$ 25,00 e R$ 45,00.
– A produção é muito pequena. Temos muito que crescer, mas sempre aliando qualidade – afirma.
As outras frutas cultivadas na propriedade são a atemóia, vendida a R$ 25,00 a caixa de cinco quilos, a groselha de ceilão e a camu camu.
– A camu camu é a fruta que tem o maior teor de vitaminas C do planeta. A groselha de ceilão é um nicho de mercado que nós desenvolvemos na região, ninguém tem em produção para o comércio – conta Della Vecchia.
No mês de março foi iniciado um trabalho turístico no sítio do agrônomo. Placas foram colocadas para mostrar aos visitantes que as frutas exóticas não são tão inacessíveis assim.
– O turista tem que conhecer a fruta. Visitando o sítio podem conhecer a metodologia que nós desenvolvemos e podem comprar as frutas.
No final do passeio o visitante que gostou da fruta diferente, pode até comprar a muda e cultivar mesmo que seja no quintal de casa.
– Você vai degustar, tem opção de levar uma muda pra casa, levar a fruta para casa ou a opção apenas de um simples passeio, gostoso, bonito e diferente – conclui.