Por enquanto, as dispensas estavam concentradas em Araçatuba, uma das áreas mais afetadas pela severa estiagem no início do ano, mas produtores das proximidades já se preocupam com o impacto destes acontecimentos, como em Piracicaba:
– Isso é resultado da quebra de safra e logo mais deve chegar à nossa região – afirmou o vice-presidente da Cooperativa dos Plantadores de Cana de São Paulo (Coplacana), José Coral.
A seca entre janeiro e fevereiro prejudicou o desenvolvimento dos canaviais e reduziu a oferta de matéria-prima para ser moída no ciclo 2014/2015, iniciado em abril. A expectativa é de que os trabalhos estejam quase completos na primeira quinzena de novembro, até 30 dias antes do usual. Como consequência, trabalhadores temporários que seriam dispensados no final da safra já estão deixando as usinas. De acoedo com Coral:
– Talvez a intenção seja ir devagar com a moagem, porque não pode parar de uma vez. Mas neste ano há muito mais demissões. Boa parte é da lavoura, mas há também da indústria.
Na região de Piracicaba, a quebra de produção deve ser de 22%, o equivalente a 8 milhões de toneladas, “ou três grandes usinas”, segundo o vice-presidente da Coplacana. Em todo o Centro-Sul, principal região produtora do país, a perda pode ser de quase 3%, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Já consultorias como a Datagro consideram quebra de até 6%, com processamento total em torno de 560 milhões de toneladas.
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