A técnica é usada há cerca de 30 anos, e mesmo que a fruta seja inferior à da safra normal, que acontece de novembro a dezembro, a uva temporã permite duas produções por ano.
O produtor Inibaldo Pagotto aderiu ao cultivo e já pode colher um hectare. Para esta safra, ele espera conseguir preços melhores em relação à primeira poda, na qual os valores ficaram em torno de R$ 2,00 por quilo, enquanto ele esperava ao menos R$ 3,00.
O agricultor José Valdomiro Seco também cultiva uva em Indaiatuba e afirma que tem visto o número de viticultores diminuírem a cada ano. Os preços baixos nas últimas safras, junto com as dificuldades de contratação de mão de obra e a especulação imobiliária são os principais problemas. Nos últimos anos, cerca de 500 mil pés de uva foram arrancados para dar espaço à construção de loteamentos.
Mesmo com a redução do número de produtores, a previsão é de que os preços diminuam nos próximos dias, já que a maior parte do que é produzido na região vai para os entrepostos de São Paulo, que começam a receber uvas de outras regiões do Estado.