Via Campesina faz protestos em diversos pontos do Rio Grande do Sul

Grupo pede ações mais eficientes para enfrentar os problemas causados pela estiagemO Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) realiza manifestações em diversas cidades do Rio Grande do Sul nesta quarta, dia 1º. As ações envolvem a ocupação de prédios e bloqueios em estradas. Os protestos ocorrem em reivindicação por medidas mais eficientes no combate aos prejuízos provocados pela estiagem.

Em Porto Alegre, cerca de 300 manifestantes ligado à Via Campesina protestaram durante a manhã em frente ao prédio do Ministério da Agricultura. Eles pedem mais agilidade nas ações de combate aos efeitos da estiagem. Uma Reunião com a Defesa Civil Estadual está marcada ainda para esta quarta. As ações do movimento serão definidas conforme o resultado desse encontro.

No interior do Estado, cerca de 350 manifestantes ocuparam uma agência do Banco do Brasil em Júlio de Castilhos, na região Central. O protesto é para que o governo federal a libere a renegociação da dívida da agricultura familiar neste mês.

Em São Luiz Gonzaga, manifestantes reivindicam assistência aos trabalhadores rurais atingidos pela estiagem. Cerca de 300 integrantes do MST se reuniram em frente ao prédio da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa).

A sede da companhia fica em um dos trevos de acesso ao município, na BR- 285. Os manifestantes representam 25 assentamentos da região noroeste do Estado e pedem agilidade na assistência aos pequenos produtores rurais, bolsa estiagem, alimentação para os animais e renegociação das dívidas da agricultura familiar.

Em Tupanciretã, os manifestantes realizaram uma caminhada e se concentraram em frente à prefeitura. Em Piratini, no sul do Estado, um grupo com cerca de 100 pessoas participou manifestação na altura do km 86 da estrada Candiota-Peltas (BR-293).

O MST também faz manifestações em cidades gaúchas Manoel Viana e Candiota.