Visitantes participam de passeio do vinho na abertura da colheita da uva em São Roque (SP)

Município reúne 15 vinícolas e inúmeras cantinas e é reconhecido como a terra nacional do vinhoO município de São Roque, no interior de São Paulo, é conhecido nacionalmente como a terra do vinho, herança de colonizações portuguesa e italiana. Turismo rural e vitivinicultura fazem com que a cidade de 72 mil habitantes mantenha viva a tradição do cultivo da uva há mais de cem anos. Visitantes comparecem a mais de 15 vinícolas e inúmeras cantinas e podem acompanhar todo o processo de produção da bebida durante a festa de abertura da colheita da safra.

Turistas são apresentados aos parrerais em um passeio de trem guiado pelos produtores. O proprietário da Vinícola Góes, Cláudio Góes, explica que o brasileiro ainda não é um grande bebedor de vinho. Com o objetivo de aproximar o consumidor, a empresa oferece às famílias a possibilidade de fazer a colheita, entrar no parreiral e pisar sobre a uva. Tudo para relembrar a tradição.

A primeira parada do passeio é dedicada à colheita, onde cada visitante recebe uma bacia para guardar a fruta. As uvas niágara, usadas para vinho branco de mesa, também podem ser consumidas in natura durante a visita.

– É um passeio muito gostoso, você sai da cidade, do estresse, e vem se divertir aqui e ver como funcionava antigamente – relata o maquinista Rafael Costa, que participa, pela segunda vez, de uma abertura de safra.

Depois de encher as bacias, os turistas seguem para o próximo espaço, onde reproduzem a antiga técnica de pisar na uva para extrair o mosto e fabricar o vinho.

–  Eu acho uma delícia. É uma coisa que a gente nunca faz. É gostoso você colher a uva, depois pisar nela e receber o vinho – pontua a jornalista Vanessa Castro.

As vinícolas de São Roque também trabalham com tecnologia. A uva é colhida, processada e fermentada toda de forma mecanizada. A pesquisa de variedades já proporciona ao Estado de São Paulo a produção de vinhos finos, que antes só eram fabricados em países da Europa e no Rio Grande do Sul.

– Estamos realizando testes e lançando novas variedades no mercado, que são também os vinhos finos, tais como a cabernet franc e a cabernet sauvignon. Elas estão se adaptando muito bem ao nosso clima e ao nosso solo – explica o enólogo Fábio Góes.