O setor registra 149% a mais de empregos entre 1997 e 2011, e uma redução de 22% no consumo de combustíveis. De acordo com o Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas, divulgado pela ANTF, a produtividade da malha aumentou 111,7% desde 1997. O estudo destaca, ainda, a expansão e a modernização da frota de locomotivas e vagões, e “um salto de mais de 82 vezes” no transporte de contêineres.
– São números expressivos, muito impactantes, até porque a malha pouco cresceu nesses 15 anos. Na ideia de revitalização da malha existente, quase nada foi feito pelo Poder Público. As obras anunciadas em 2003 ainda não surtiram o efeito imaginado – disse o presidente da ANTF, Rodrigo Vilaça.
As cargas mais transportadas em 2011 foram o minério de ferro e o carvão mineral, que respondem por 76,61% do total. Já o agronegócio foi responsável por 11,51% da movimentação no setor, seguido por produtos siderúrgicos (3,77%) e derivados de petróleo e álcool (2,79%).
Investimentos
As concessionárias de ferrovias no Brasil devem investir cerca de R$ 5,3 bilhões em 2012, superando os cerca de R$ 4,5 bilhões aplicados pelo setor durante o ano passado. Estimativas da ANTF indicam que a movimentação de carga no modal deve passar de 475,1 milhões de toneladas úteis (TU) para 522 milhões TU em 2012. Com isso, a produção poderá saltar de 290,5 bilhões de “tonelada quilômetro útil transportada” (TKU) para 320 bilhões de TKU. O balanço também projeta a expansão do emprego este ano, passando dos atuais 41.455 postos de trabalho para 44 mil vagas.
A malha ferroviária brasileira tem 28.614 quilômetros de extensão, dos quais quase a totalidade – 28.366 quilômetros – é operada por dez concessionárias privadas.