Economia

Após 60 dias sem reajuste, Petrobras anuncia aumento no preço do diesel

A partir desta terça (10), o preço médio de venda do combustível da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro

Após 60 dias, a Petrobras fará ajuste nos seus preços de venda de diesel para as distribuidoras. A partir desta terça (10), o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,36 por litro.

“Com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado”, justifica em comunicado.

Segundo a empresa, o último ajuste de preços aplicado pela Petrobras aconteceu no dia 11 de março e, naquele momento, refletia apenas parte da elevação observada nos preços de mercado. “Esta decisão observou tanto o desalinhamento nos preços quanto a elevada volatilidade no mercado”.

DIESEL
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Desde aquela data, a Petrobras manteve os seus preços de diesel e gasolina inalterados e reduziu os preços de GLP, observando a dinâmica de mercado de cada produto.

Necessidade de reajuste no diesel

Segundo o comunicado, nesse momento, no entanto, o balanço global de diesel está impactado por uma redução da oferta frente à demanda. Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras.

“Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”.

O comunicado reforça que “nossas refinarias já estão operando próximo do seu nível máximo (fator de utilização de 93% no início de maio), considerando as condições adequadas de segurança e de rentabilidade, e que o refino nacional não tem capacidade para atender toda a demanda do país”. Dessa forma, prossegue, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores.

“Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado”.

Na nota, a Petrobras ressalva que os preços praticados pela empresa, tendo como referência os preços de mercado, são apenas uma parcela dos preços que chegam ao consumidor final.

“Para formação do preço na bomba ainda são adicionadas parcelas da mistura obrigatória de biodiesel, custos e margens de distribuição e revenda, e tributos que, no caso do diesel, atualmente limitam-se ao ICMS, imposto estadual, uma vez que os tributos federais PIS e COFINS tiveram suas alíquotas zeradas a partir de 11/03 até 31/12/2022”, justifica.

Finalizando a nota, a Petrobras reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos da volatilidade, ou seja, evita o repasse das variações temporárias que podem ser revertidas no curto prazo. “Como exemplo, podemos citar variações circunstanciais do preço do petróleo e da taxa de câmbio”.

Segundo a empresa, essa prática está em conformidade com os parâmetros legais e o ambiente de livre competição que vigora no Brasil há mais de vinte anos, de acordo com a Lei 9478/97 (Lei do Petróleo).