
As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram em maio o terceiro maior volume mensal já registrado pelo país, reforçando o aquecimento da demanda internacional pelo produto. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques somaram 509,9 mil toneladas no período.
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O resultado representa alta de 4,8% em relação a abril e um expressivo avanço de 29,6% na comparação com maio de 2025. Na série histórica iniciada em 1997, o desempenho ficou atrás apenas dos recordes registrados em março de 2024, quando foram exportadas 514,6 mil toneladas, e em dezembro de 2025, com 510,9 mil toneladas.
De acordo com o Cepea, as vendas externas de carne de frango vêm apresentando crescimento consistente ao longo de 2026, superando os volumes registrados no ano passado e refletindo a força da demanda internacional.
Oriente Médio impulsiona embarques
Entre os principais destinos da proteína brasileira, os países do Oriente Médio seguem ampliando as compras. O Cepea destaca especialmente o desempenho dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita, que figuram entre os principais parceiros comerciais do setor.
Em maio, os Emirados Árabes Unidos importaram 32,3 mil toneladas de carne de frango brasileira, volume 68,8% superior ao registrado em abril. Já a Arábia Saudita adquiriu 39 mil toneladas, crescimento de 9% na mesma comparação.
Com esses números, a Arábia Saudita consolidou-se como o terceiro principal destino das exportações brasileiras de carne de frango no mês, enquanto os Emirados Árabes Unidos ocuparam a quarta posição.
Demanda externa sustenta setor
Segundo os pesquisadores do Cepea, o forte ritmo dos embarques indica que a proteína brasileira continua ganhando espaço no mercado internacional, especialmente em regiões com demanda crescente por alimentos e forte dependência de importações.
O desempenho das exportações também reforça a importância do mercado externo para a cadeia avícola nacional, em um momento em que países do Oriente Médio ampliam sua participação entre os principais compradores do produto brasileiro.