
A história da família Dariolli com a avicultura de corte atravessa gerações no Sítio São Luís, em Amparo, no interior de São Paulo. O patriarca, seu Adenir Dariolli, iniciou a lida com o frango ainda na década de 1970, dividindo o tempo com o cultivo de café.
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O filho, Edmárcio Dariolli, cresceu no meio dos galpões, ajudando o pai desde os 13 anos de idade. Em 1990, a família estruturou a primeira granja oficial na propriedade. Contudo, durante muito tempo, o carro-chefe do orçamento foi o plantio de chuchu. Essa atividade exigia que Edmárcio passasse noites em claro na estrada, pilotando o caminhão para entregar a produção nas centrais de abastecimento de São Paulo.
A rotina exaustiva ao volante começou a mudar após o seu casamento com Amanda, em 2015. Em busca de uma vida com mais tempo para a família, Edmárcio decidiu recalcular a rota e apostar as fichas na modernização da atividade avícola.
Do mesmo modo, ele começou a investir forte na expansão dos galpões. A virada de chave definitiva aconteceu entre 2016 e 2021, período em que o produtor ergueu mais três aviários modernos de pressão negativa. Como resultado do crescimento, em 2021, a família abandonou de vez o chuchu para se dedicar exclusivamente à criação de frangos.
Mão de obra familiar
Atualmente, o Sítio São Luís tem capacidade para alojar 100 mil aves por lote. O grande diferencial do negócio é a gestão feita inteiramente dentro de casa, onde cada núcleo de produção conta com o braço de um membro da família. Edmárcio lidera o manejo ao lado do pai, seu Adenir que, mesmo aos 76 anos, faz questão de caminhar pelas granjas todos os dias.
Enquanto isso, a esposa Amanda gerencia as planilhas, notas fiscais e a burocracia para as auditorias. Além disso, o sogro e o cunhado de Edmárcio também assumiram a responsabilidade direta pelo manejo dos outros galpões da propriedade.
Essa proximidade garante um olhar clínico sobre os aviários climatizados, equipados com exaustores de ponta. De acordo com o produtor, o segredo para alcançar o nível de excelência é a observação constante. Como cada lote se comporta de maneira diferente devido às variações do clima, a presença diária na granja permite regular os equipamentos e ajustar a ambiência de forma rápida.
Para manter esse padrão, a família trabalha em parceria estreita com o técnico extensionista da integradora, que visita a propriedade semanalmente para avaliar os índices zootécnicos.
Capricho no manejo familiar
O capricho no manejo rendeu aos Dariolli premiações de destaque no circuito do Superagro, fixando o nome da família entre os melhores produtores da região de Amparo. Como a unidade local da integradora destina a maior parte da sua produção para o mercado externo, o nível de exigência dentro dos galpões é elevado. Países como a China, por exemplo, são compradores rigorosos de cortes específicos, como os pés de frango. Por conta disso, qualquer calo ou arranhão na pele da ave pode travar a exportação.
Diante desse cenário competitivo, o foco total na biosseguridade e no bem-estar animal tornou-se a regra de ouro no Sítio São Luís. Olhando para a frente, o plano da família é quitar os compromissos atuais para abrir espaço a novos investimentos e galpões.
O maior combustível para Edmárcio, contudo, é ver o filho pequeno acompanhar animado a chegada dos caminhões de pintinhos, mantendo viva a esperança de que a terceira geração dê continuidade ao legado de 50 anos construído com tanto amor na roça.
Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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