
A Frimesa adotará o alojamento coletivo para matrizes suínas em todos os novos projetos implantados a partir de 2030. A informação foi divulgada pela Sinergia Animal, organização internacional dedicada à promoção do bem-estar animal. A mudança abrange as novas instalações da cooperativa e prevê a adoção do sistema conhecido como “Cobre e Solta”.
Nesse modelo, as porcas permanecem em celas individuais apenas no período inicial da cobertura e da confirmação da gestação. Depois, são transferidas para baias coletivas, onde podem caminhar, interagir com outros animais e expressar comportamentos naturais durante a maior parte da gravidez.
Segundo a Sinergia Animal, a decisão resulta de um processo de diálogo mantido com a Frimesa desde 2021. Nesse período, a organização afirma ter apresentado estudos científicos, análises de mercado e experiências nacionais e internacionais relacionadas ao bem-estar animal na produção de suínos.
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A medida representa uma mudança na política da cooperativa para novas instalações e acompanha um movimento de modernização da suinocultura, com a substituição gradual do confinamento individual prolongado por sistemas coletivos para fêmeas gestantes.
De acordo com a Sinergia Animal, esse tipo de alojamento tem avançado em diferentes mercados. Na União Europeia, o modelo se tornou predominante após mudanças regulatórias. Nos Estados Unidos, diversos estados aprovaram legislações que restringem sistemas de confinamento extremo para animais de produção. No Brasil, a Instrução Normativa nº 113/2020, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estabeleceu diretrizes para a modernização gradual dos sistemas de alojamento de matrizes suínas.
O compromisso divulgado se refere aos novos projetos destinados às matrizes suínas, com implementação prevista a partir de 2030, e prevê a adoção do sistema coletivo como padrão nessas futuras instalações da Frimesa.
Fonte: Estadão Conteúdo