Litoral catarinense permanece com oito áreas interditadas devido à presença de toxina

Está proibida a retirada, comercialização e consumo de ostras e mexilhões dos locais; consumo pode causar intoxicação alimentarO litoral de Santa Catarina permanece com oito localidades interditadas devido à presença de toxina diarreica (DSP) nas áreas de cultivos de ostras e mexilhões. 

Exames laboratoriais detectaram a presença da DSP em cultivos, ou nas proximidades de: Praia Alegre, em Penha; Laranjeiras, em Balneário Camboriú; Zimbros e Canto Grande, em Bombinhas; Canto dos Ganchos, Calheiros e Ganchos de Fora, em Governador Celso Ramos; e Ponta do Papagaio, em Palhoça. 

Está proibida a retirada, comercialização e consumo de moluscos bivalves oriundos dessas áreas. As toxinas podem gerar um quadro de intoxicação alimentar nos consumidores.
 
A toxina diarreica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dinophysis. Quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem gerar uma intoxicação nos consumidores. A presença de Dinophysis é conhecida em Santa Catarina e por isso os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no litoral. 

Os últimos episódios de excesso de DSP no Estado aconteceram em 2007 e 2008. Desde agosto deste ano que a presença da toxina é observada no litoral catarinense. Uma das explicações para o fenômeno são as condições ambientais favoráveis para a proliferação dessas algas: maior incidência solar, pouca agitação marinha e baixa salinidade da água do mar.
 
Novas coletas de ostras e mexilhões serão realizadas para monitoramento das áreas de produção e os resultados dessas análises definirão a liberação ou manutenção da interdição das áreas afetadas. A análise do material coletado é feita pelo Laboratório de Estudos sobre Algas Nocivas e Ficotoxinas, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC).