
A Seara anunciou nesta segunda-feira (29), em São Paulo, a ampliação da estratégia de agregação de valor no mercado brasileiro de carne suína. O foco está em produtos de maior valor agregado e na padronização do varejo. Segundo a companhia, cortes porcionados, temperados e itens prontos para preparo já representam 49% da receita da categoria, com meta de atingir 60% até 2027.
Como parte desse movimento, a empresa expandiu o programa Açougue Suínos Seara Reserva, voltado à profissionalização do varejo. De acordo com a Seara, a iniciativa já está presente em mais de 1.300 lojas e conta com mais de 130 consultores, responsáveis por capacitação, consultoria técnica e fornecimento de produtos certificados.
A companhia informou que o programa tem índice de retenção de 93% entre os clientes. Segundo a empresa, a proposta é reduzir perdas operacionais, melhorar margens e ampliar a previsibilidade da demanda.
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A estratégia também está apoiada em indicadores de consumo apresentados pela Seara. Pelos dados divulgados pela companhia, o consumo per capita de carne suína deve atingir 19,5 quilos em 2026, e a proteína está presente em 93% dos lares brasileiros.
No varejo, a empresa aponta espaço para avançar na padronização e na diferenciação dos produtos. Segundo a Seara, cerca de 80% das vendas de carne suína em açougues ainda são realizadas sem identificação de marca ou procedência.
Além da ampliação da linha voltada à conveniência, a empresa informou que pretende fortalecer a oferta de cortes premium, como prime rib suíno e medalhões de filé mignon suíno, por meio das linhas Suculentíssimo e Seara Reserva.
A ampliação da estratégia reúne expansão do portfólio, atuação no varejo e reforço da oferta de cortes premium, com a meta de aumentar a participação dos produtos de maior valor agregado na receita de carne suína até 2027.
Fonte: Estadão Conteúdo