COMÉRCIO EXTERIOR

ABPA diz que veto da UE envolve controles oficiais, não status sanitário

Entidade afirma que exclusão do Brasil de lista europeia para determinadas exportações de produtos de origem animal está ligada a mecanismos de reconhecimento e fiscalização

União Europeia confirma veto a carnes e produtos animais do Brasil a partir de setembro
Imagem criada por inteligência artificial

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou, nesta segunda-feira (8), que a decisão da União Europeia (UE) de manter o Brasil fora da lista de países habilitados para determinadas exportações de produtos de origem animal a partir de setembro não está relacionada a problemas sanitários nem ao uso inadequado de antimicrobianos. Segundo a entidade, o ponto central da medida está nos mecanismos de comprovação e reconhecimento dos sistemas oficiais de controle adotados pelo país.

Em nota divulgada após a formalização da medida pelo bloco europeu, a ABPA afirmou que não houve questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira. De acordo com a associação, a discussão está concentrada nos procedimentos exigidos pela UE para validação dos sistemas nacionais de fiscalização.

A entidade defendeu que exigências sanitárias e regulatórias no comércio internacional sejam baseadas em evidências técnicas, com critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância de parâmetros estabelecidos por organismos como a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o Codex Alimentarius e acordos multilaterais de comércio.

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A ABPA também declarou que o Brasil mantém sistema de controle sanitário e produção animal com atuação integrada entre o setor produtivo e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), incluindo procedimentos de rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos.

Segundo a associação, o setor vem atuando com o governo brasileiro desde o início das discussões, em apoio aos trabalhos técnicos conduzidos pelo Mapa para prestar esclarecimentos às autoridades europeias. A nota informa ainda que a entidade continuará acompanhando as negociações e colaborando com as autoridades brasileiras.

O alcance exato da medida, os produtos abrangidos e os volumes potencialmente afetados não foram detalhados no conteúdo disponível. Ainda assim, o tema tem relevância para a cadeia de proteína animal porque envolve acesso a mercado, reconhecimento regulatório e manutenção de fluxos de exportação.

No momento, a evolução do caso depende do diálogo técnico entre Brasil e União Europeia e da apresentação de informações adicionais sobre os mecanismos oficiais de fiscalização. Sem novos dados oficiais sobre prazos, produtos e impacto comercial, não há base suficiente para dimensionar os desdobramentos econômicos da medida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.