
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta terça-feira (2) apoio de R$ 79,9 milhões para a Coopavel Cooperativa Agroindustrial ampliar sua estrutura de armazenagem de grãos no oeste do Paraná. O investimento total previsto é de R$ 84,5 milhões, com projetos em Nova Aurora e Cascavel. As novas unidades devem reforçar a capacidade de recebimento, beneficiamento e conservação da produção regional.
Segundo as informações divulgadas, os recursos saem do programa BNDES Finem e serão destinados à implantação de duas unidades com capacidade de até 40 mil toneladas cada. As estruturas também terão capacidade de movimentação de cerca de 6,5 mil toneladas por dia, além de depósitos para comercialização de insumos agrícolas, áreas administrativas, classificação, expedição e apoio operacional.
As obras começaram em dezembro de 2025 e a conclusão está prevista para dezembro de 2027. Em março de 2026, a unidade de Nova Aurora já apresentava estágio inicial de implantação. Em Cascavel, na unidade de São Francisco, o início das obras dependia da licença de instalação, emitida em abril de 2026.
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Na prática, a ampliação da armazenagem atende um ponto sensível da logística agrícola. Com maior capacidade de estocagem no pós-colheita, a cooperativa passa a ter mais margem para organizar o fluxo de entrada da safra, reduzir deslocamentos em períodos críticos e preservar a qualidade dos grãos por mais tempo. Esse tipo de estrutura também tende a dar mais flexibilidade comercial aos cooperados, que podem evitar a venda imediata em momentos de pressão de oferta.
O projeto prevê ainda geração de cerca de 80 empregos temporários durante as obras e 22 vagas diretas após a conclusão. Fundada em 1970, a Coopavel tem sede em Cascavel, reúne cerca de 8,2 mil associados e 7,7 mil colaboradores diretos. Em 2025, a cooperativa registrou faturamento aproximado de R$ 6,3 bilhões.
Para a cadeia de grãos do oeste paranaense, o avanço da armazenagem é um fator operacional relevante porque reduz gargalos entre colheita, beneficiamento e comercialização. O impacto efetivo sobre custos e renda dos produtores dependerá do ritmo de execução das obras e do uso da nova capacidade após a entrada em operação, prevista até o fim de 2027.