
O Brasil registrou produção recorde de petróleo e gás natural em abril, com média de 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural. O volume supera o recorde anterior de março de 2026, quando a produção havia somado 5,531 milhões de boe/d.
Segundo a ANP, a produção de petróleo alcançou 4,340 milhões de barris por dia, alta de 2,2% frente a março e de 19,5% na comparação com abril de 2025. A produção de gás natural somou 206,70 milhões de metros cúbicos por dia, com crescimento de 1,3% no mês e de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.
No pré-sal, a produção total de petróleo e gás também renovou a máxima histórica, com 4,614 milhões de boe/d em abril. Esse volume correspondeu a 81,8% da produção nacional. Na área, foram produzidos 3,568 milhões de barris por dia de petróleo e 166,40 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, por meio de 189 poços.
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O aproveitamento do gás natural ficou em 97,8%. Do total produzido, 63,54 milhões de metros cúbicos por dia foram disponibilizados ao mercado, enquanto a queima somou 4,52 milhões de metros cúbicos por dia. A queima caiu 17,2% ante março e 9,3% na comparação anual.
A produção teve origem majoritariamente em campos marítimos, responsáveis por 98,1% do petróleo e 88% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras, de forma isolada ou em consórcio, responderam por 88,98% do total. Entre os ativos, o campo de Búzios, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo, com 910,10 mil barris por dia. Mero liderou na produção de gás, com 46,22 milhões de metros cúbicos por dia.
Os dados reforçam o peso da oferta doméstica de energia e combustíveis na economia. Para o setor agropecuário, o efeito sobre custos depende de fatores adicionais, como política de preços, refino, câmbio e logística de distribuição, que não foram detalhados no boletim.
A ANP informou que variações mensais na produção podem ocorrer por manutenção programada, entrada de novos poços e comissionamento de unidades. Sem dados adicionais sobre preços ou repasse ao mercado, o boletim não permite projetar, de forma isolada, efeitos imediatos sobre diesel, frete ou custos no campo.
Fonte: gov.br