
O dólar operava em queda ante o real na manhã desta terça-feira (2), enquanto os juros futuros oscilavam perto dos ajustes anteriores. O movimento acompanhava a fraqueza da moeda norte-americana no exterior, a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o recuo do petróleo. No mercado doméstico, investidores também monitoravam a recomendação preliminar de tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil.
A dinâmica desta terça-feira (2) foi influenciada por fatores externos e comerciais. De um lado, o recuo do petróleo reduziu parte da pressão sobre os ativos. De outro, seguiram no radar as incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã, novos ataques de Israel no sul do Líbano e restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota relevante para o comércio global de energia.
No campo comercial, o relatório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendou, em caráter preliminar, tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil. Segundo a Amcham Brasil, o documento também reconhece avanço no diálogo bilateral e aponta continuidade das negociações até a decisão final, prevista para 15 de julho.
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Para o agronegócio, câmbio, juros e comércio exterior são variáveis centrais na formação de preços, no custo financeiro e na competitividade das exportações. Uma eventual tarifa adicional dos Estados Unidos pode alterar fluxos de embarque e margens de setores exportadores, a depender dos produtos alcançados pela medida. O conteúdo disponível, no entanto, não detalha quais itens brasileiros seriam afetados.
No mesmo ambiente de comércio exterior, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que a China reconheceu todo o território brasileiro como livre de febre aftosa. A medida tem relevância sanitária e comercial para a proteína animal brasileira, embora o material disponível não apresente volumes, valores ou prazos de eventual efeito sobre os embarques.
Até a decisão comercial dos Estados Unidos em julho, o mercado deve seguir reagindo à combinação entre câmbio, juros, petróleo e negociações internacionais. Sem detalhamento oficial sobre os produtos brasileiros atingidos pela tarifa recomendada, a dimensão do impacto setorial ainda depende de informações adicionais.
Fonte: Estadão Conteúdo