
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 7,227 milhões de barris na semana encerrada em 5 de junho, para 426,485 milhões de barris, informou o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) nesta quarta-feira (10). O recuo superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam queda de 2,9 milhões de barris no período. No mesmo intervalo, a produção média diária do país subiu para 13,799 milhões de barris.
Além do petróleo bruto, o relatório mostrou alta de 186 mil barris nos estoques de gasolina, que passaram para 215,141 milhões de barris. A projeção de mercado era de queda de 600 mil barris.
Nos destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento, houve recuo de 200 mil barris, para 102,101 milhões de barris. A estimativa dos analistas era de baixa mais acentuada, de 500 mil barris.
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A taxa de utilização da capacidade das refinarias subiu de 94,7% para 95,3%, acima da previsão de 94,8%. Já os estoques no terminal de Cushing, em Oklahoma, ponto de referência para o mercado americano, caíram 801 mil barris, para 21,64 milhões de barris.
Os números são acompanhados pelo mercado porque ajudam a medir a relação entre oferta, demanda e ritmo de processamento de combustíveis nos Estados Unidos, principal referência global para o petróleo. Quando o dado efetivo se distancia das projeções, pode haver ajuste nas cotações internacionais.
Para o setor agropecuário, o acompanhamento desse indicador é relevante porque oscilações no petróleo e nos derivados podem influenciar referências de combustíveis, especialmente diesel, usado em transporte, máquinas e escoamento da produção. O relatório do DoE, no entanto, não detalha efeitos imediatos sobre preços finais, que também dependem de câmbio, mercado internacional e políticas de combustíveis.
A divulgação reforça um quadro de queda mais forte que a esperada nos estoques de petróleo, combinada com maior uso das refinarias e avanço da produção americana. O efeito sobre preços de energia e combustíveis deverá depender da reação do mercado internacional nos próximos pregões, já que o relatório não traz projeções adicionais.
Fonte: Estadão Conteúdo