
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) afirmou, nesta quarta-feira (3), que a União Europeia (UE) ainda não cumpriu compromissos assumidos em entendimento comercial com os EUA. Segundo Jamieson Greer, o bloco europeu teve meses para avançar em obrigações tarifárias e não tarifárias, enquanto o lado americano estaria em conformidade há meses. Entre os pontos citados estão tarifas, quotas agrícolas e temas regulatórios.
Greer declarou que os EUA esperam que a UE cumpra o que foi registrado em documento e em comunicado conjunto entre as partes. De acordo com o representante, os europeus concordaram em remover tarifas sobre bens industriais e em conceder quotas livres de imposto para produtos agrícolas americanos.
O representante também afirmou que o entendimento previa maior flexibilidade regulatória em temas nos quais, segundo ele, a UE costuma atuar com exigências técnicas mais amplas. Na lista mencionada por Greer estão conteúdo de metano, gás natural liquefeito e regras relacionadas a desmatamento.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
Na área tarifária, Greer disse que os EUA mantêm, neste momento, tarifa de 10% sobre o mundo, enquanto a UE teria tarifa de 25% sobre automóveis de qualquer origem. Ele acrescentou que não estabeleceu nova data para a conformidade europeia porque, em sua avaliação, o prazo originalmente previsto já foi ultrapassado.
Para o comércio agropecuário, o ponto central da declaração está na referência às quotas livres de imposto para produtos agrícolas dos EUA. Esse tipo de instrumento pode alterar condições de acesso ao mercado europeu, dependendo do escopo dos produtos contemplados e das regras efetivamente adotadas. No entanto, o conteúdo disponível não detalha quais itens agropecuários seriam beneficiados, os volumes negociados nem os prazos operacionais do acordo.
Greer vinculou a cobrança pública ao posicionamento do presidente Donald Trump, argumentando que a falta de cumprimento por parte da UE levantaria questionamentos sobre a continuidade da observância americana dos termos pactuados.
Até o momento, as declarações apontam divergência sobre a execução do entendimento comercial, mas ainda faltam informações essenciais sobre produtos agrícolas envolvidos, volume das quotas e cronograma de implementação. Sem esses dados, não é possível dimensionar com precisão os efeitos práticos para as cadeias do agro e para o fluxo comercial entre os blocos.
Fonte: Estadão Conteúdo