Economia

Mercado aumenta estimativa de inflação em 2022 para 5,56%

Para 2022, a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, manteve-se em 12,25%; há quatro semanas, a estimativa estava em 11,75%

As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus mantiveram em 3,50% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2023.

A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – aumentou de 4,00% para 4,17%, enquanto a
projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 4,03% para 4,05%.

Para 2022, as instituições financeiras elevaram de 5,50% para 5,56% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. É a sexta alta consecutiva.  Já a previsão de inflação nos preços administrados em 2022 diminuiu de 4,99% para 4,80%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M subiu de 7,33% para 8,12%.

Selic

No caso dos juros, o mercado financeiro manteve em 8% a previsão para a taxa básica (Selic) ao final de 2023. Atualmente, ela está em 10,75%, o que significa que o mercado espera um decréscimo de 2,75 ponto porcentual (pp) até o final do ano que vem.

Para 2022, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 12,25%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2022 estava em 11,75%.

Câmbio

A projeção para a taxa de câmbio em 2023 diminuiu de R$ 5,45 para R$ 5,36 por dólar, enquanto a estimativa para 2022 caiu de R$ 5,58 para R$ 5,50 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2023 era de R$ 5,50, enquanto a previsão para 2022 estava em R$ 5,60.

PIB

As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central mantiveram em 1,50% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023. A projeção para 2022 ficou estável em 0,30%.

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Inflação. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil