
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou no dia 2 de junho, no Rio de Janeiro (RJ), do III Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza, realizado durante a Rio Nature & Climate Week. No evento, representantes do setor público e privado discutiram agricultura regenerativa, segurança alimentar, adaptação climática e formas de ampliar o financiamento para restauração de áreas degradadas. O principal dado apresentado foi a previsão de um novo leilão do Eco Invest Brasil, com US$ 500 milhões da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).
Representando o Mapa, o assessor especial do ministro e coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, Pedro Cunto, participou do painel sobre segurança alimentar e adaptação climática. Segundo ele, a próxima etapa da iniciativa prevê foco em pequenos e médios produtores, com apoio de empresas-âncora e serviços de assistência técnica e monitoramento para reduzir custos operacionais.
Durante o debate, Cunto afirmou que a atração de capital estrangeiro ainda enfrenta entraves no Brasil, citando o custo do hedge cambial e a taxa de juros. De acordo com o representante do ministério, a ampliação do fluxo de recursos externos depende de mecanismos de garantia e redução de risco com menor custo.
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No mesmo painel, o sócio-diretor da Agroícone, Rodrigo Lima, destacou a relação entre agricultura regenerativa e fertilidade do solo. Segundo ele, áreas em degradação reduzem o potencial produtivo e exigem maior acesso a financiamento para recuperação. Lima também mencionou que o Caminho Verde Brasil dispõe de R$ 30 bilhões para financiar ações, mas avaliou que o acesso ao crédito ainda é um desafio para diferentes perfis de produção.
Coordenado pelo Mapa, o Programa Caminho Verde Brasil tem como meta restaurar 40 milhões de hectares de terras degradadas em dez anos. A proposta é direcionar essas áreas para sistemas produtivos sustentáveis. O material divulgado pelo ministério não detalha, porém, cronograma operacional, critérios de seleção dos beneficiários nem datas do novo leilão anunciado.
O debate reforça que restauração produtiva, crédito e mitigação de risco financeiro seguem no centro da agenda agroambiental. A implementação prática das medidas dependerá da regulamentação dos instrumentos financeiros e da definição dos mecanismos de acesso para os produtores.
Fonte: gov.br