MERCADO

Ouro fecha em queda na Comex com inflação dos EUA e impasse no Oriente Médio

Metal recuou 0,9% nesta terça-feira (12), enquanto o mercado acompanhou a alta dos preços ao consumidor nos Estados Unidos e a manutenção das tensões entre Washington e Teerã

Ouro fecha em queda na Comex com inflação dos EUA e impasse no Oriente Médio
Imagem criada por inteligência artificial

O ouro encerrou a sessão desta terça-feira (12) em baixa no mercado internacional, em meio à combinação entre inflação mais alta nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e incerteza sobre as negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato para junho caiu 0,9%, a US$ 4.686,7 por onça-troy.

O movimento ocorreu em um ambiente de maior aversão ao risco e de reprecificação dos ativos após a divulgação dos dados de inflação norte-americana. Em abril, o índice avançou 0,6% na comparação mensal. Em 12 meses, a alta chegou a 3,8%, acima do esperado por analistas consultados pelo Projeções Broadcast.

No campo geopolítico, as negociações entre Estados Unidos e Irã seguiram sem avanço. Segundo o noticiário internacional, as exigências relacionadas ao programa nuclear iraniano continuam entre os principais pontos de divergência. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não há pressa para encerrar o conflito.

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Esse cenário ajudou a sustentar o dólar. Com a moeda norte-americana mais forte, o ouro se torna mais caro para compradores que operam em outras divisas, o que reduz competitividade e pressão compradora no curto prazo.

Para analistas do banco ANZ, os investidores seguem divididos entre a busca por proteção diante da tensão geopolítica e a preocupação crescente com a inflação. O mercado também monitora a confirmação de Kevin Warsh, indicado por Trump para a presidência do Federal Reserve (Fed).

A prata também fechou em baixa. O contrato para julho recuou 0,41%, a US$ 85,591, após ter subido mais de 6% na segunda-feira (11). Segundo a DHF Capital, a demanda industrial ligada à eletrificação, energia renovável, eletrônicos, infraestrutura de inteligência artificial e produção automotiva pode limitar novas perdas do metal.

No curto prazo, a trajetória dos metais deve continuar atrelada aos próximos dados de inflação nos Estados Unidos, à sinalização de política monetária do Fed e à evolução das negociações geopolíticas, segundo avaliações de mercado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.