ECONOMIA

Payroll dos EUA pressiona bolsa e reforça cautela com juros globais

Ibovespa caiu 0,77% nesta sexta-feira (5), após criação de 172 mil vagas nos Estados Unidos reduzir apostas de afrouxamento monetário pelo Fed

Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago
Imagem criada por inteligência artificial

O Ibovespa voltou a fechar abaixo dos 170 mil pontos nesta sexta-feira (5), em um pregão marcado pela reprecificação das expectativas para os juros nos Estados Unidos. O índice caiu 0,77%, aos 169.019,12 pontos, depois de o relatório de emprego americano mostrar a abertura de 172 mil vagas em maio, acima do esperado pelo mercado. O resultado elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e ampliou a cautela global com ativos de risco.

Ao longo da sessão, a piora ganhou força com o avanço das vendas em Wall Street. O Nasdaq chegou a cair mais de 4%, enquanto o Ibovespa acumulou perda semanal de 2,74%. No mercado doméstico, ações de peso, como Vale e Petrobras, também pressionaram o índice, acompanhando a queda do minério de ferro em Dalian e o recuo do petróleo.

Segundo Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, o payroll reforçou a leitura de que o mercado de trabalho americano segue resiliente, o que sustenta uma postura mais cautelosa do Federal Reserve (Fed). De acordo com ele, o movimento dos yields dos Treasuries após o dado indicou menor espaço para corte de juros no curto prazo e aumentou a atratividade da renda fixa frente à renda variável.

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A avaliação foi reforçada por declarações da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, que voltou a citar a inflação como principal preocupação. No fim do dia, agentes também monitoraram falas do Irã sobre possível ampliação de tensões geopolíticas, o que acrescentou prêmio de risco aos mercados.

Para o agronegócio, o movimento é acompanhado porque juros mais altos nos Estados Unidos tendem a influenciar o dólar, o custo global de capital e o apetite por ativos ligados a exportação e commodities. Esse canal afeta a formação de preços, o ambiente de crédito e as estratégias de comercialização de cadeias como soja, milho, carnes e açúcar. O texto de referência, no entanto, não traz estimativas numéricas específicas para esses segmentos nesta sessão.

O mercado deve seguir sensível, na próxima semana, a novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Sem informações adicionais sobre reflexos imediatos nas commodities agropecuárias, a transmissão para o setor rural dependerá do comportamento do câmbio, dos juros e do fluxo internacional para mercados exportadores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.