
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Cerrados (Embrapa Cerrados) participou, nesta terça-feira (2), da assinatura de 31 novos contratos do Projeto Produtor de Água do Pipiripau, em Planaltina (DF). Com as novas adesões, a iniciativa coordenada pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) desde 2012 alcançou 318 contratos firmados. O programa reúne produtores e instituições parceiras para ações de conservação ambiental com foco em segurança hídrica na bacia.
Segundo as informações divulgadas no evento, o projeto busca ampliar a disponibilidade de água por meio da restauração de áreas degradadas, da conservação do solo e do manejo sustentável dos recursos hídricos. Como incentivo, os produtores recebem pagamento por serviços ambientais, mas o valor dos contratos não foi informado no material disponível.
A Embrapa Cerrados destacou que sua atuação está concentrada no apoio técnico e na pesquisa aplicada às propriedades participantes. A pesquisadora Fabiana Aquino afirmou que a instituição contribui com a base técnica das ações e ressaltou o ganho operacional da articulação entre os parceiros do programa.
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O alcance da iniciativa também foi associado ao uso produtivo da terra. No Núcleo Rural Taquara, o agricultor Antônio José Ribeiro, que voltou a aderir ao projeto, relatou melhora na disponibilidade de água após a adoção de práticas conservacionistas em sua propriedade de 40 hectares, onde produz mandioca, pimentão, repolho, brócolis, chuchu, milho-verde e cria gado. Já Daniel Lopes Gonçalves, novo participante, informou que cultiva milho em 16 hectares e pretende conciliar a ampliação da atividade rural com práticas de preservação.
Após a consolidação técnica das ações, o impacto para o setor aparece na base produtiva. Em áreas agrícolas e pecuárias, a manutenção de água e solo influencia diretamente o plantio, o manejo e a continuidade da produção. O projeto também atende uma bacia da qual dependem cerca de 250 mil pessoas, segundo a Embrapa Cerrados.
Em 2020/2021, a iniciativa ficou em segundo lugar no Prêmio Internacional Water ChangeMaker, promovido pela Global Water Partnership (GWP), entre 340 projetos inscritos.
A nova etapa indica continuidade de um modelo baseado em adesão voluntária, assistência técnica e remuneração por serviços ambientais. Os resultados produtivos e hídricos futuros dependem da execução das ações previstas em cada propriedade e do acompanhamento técnico das instituições envolvidas.
Fonte: embrapa.br