AGRICULTURA

Semeadura do trigo avança no Rio Grande do Sul com redução de área em perspectiva

Emater/RS-Ascar informa plantio gradual dentro do Zarc; custos, crédito, seguro e risco climático também influenciam decisões para culturas de inverno

Semeadura do trigo avança no Rio Grande do Sul com redução de área em perspectiva
Imagem criada por inteligência artificial

A semeadura do trigo segue de forma gradual nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul, de acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Associação Rio-grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) nesta quinta-feira (3). O avanço ocorre dentro da janela do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e depende das condições de umidade do solo e da trafegabilidade das áreas. Nas lavouras já implantadas, a emergência e o estabelecimento inicial são considerados satisfatórios.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o preparo das áreas para o cereal teve continuidade, mas a projeção é de redução expressiva da área cultivada em 2026 na comparação com a safra anterior. Entre os fatores apontados estão os custos elevados de produção, as restrições de crédito e de seguro rural e a maior percepção de risco climático para o ciclo de inverno. Em várias regiões, o relatório também registra menor uso de sementes fiscalizadas e maior participação de recursos próprios no custeio.

Na safra passada, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa de área para 2026 ainda está em levantamento.

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Entre as demais culturas de inverno, a aveia-branca avança sobre a maior parte da área projetada, favorecida pela umidade do solo e por temperaturas amenas. Em 2025, foram 393.135 hectares, com produção de 935.664 toneladas e produtividade média de 2.394 quilos por hectare. Na canola, a semeadura se aproxima do fim e a expectativa é de expansão da área sobre os 174.394 hectares cultivados em 2025. Já a cevada segue em fase inicial, com perspectiva de retração superior a 30% frente aos 32.010 hectares do ciclo anterior.

Nas culturas de verão, a colheita da soja entra na fase final, com produtividade média estimada em 2.871 quilos por hectare em 6.624.988 hectares. O milho alcança 97% da área colhida, enquanto o arroz teve a colheita concluída em 891.908 hectares, segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), mas com cenário de comercialização pressionado por preços abaixo dos custos de produção.

O quadro atual indica que o desempenho inicial das lavouras de inverno é tecnicamente favorável, mas a definição de área e investimento segue condicionada ao ambiente de crédito, seguro e risco climático. Novas estimativas da Emater/RS-Ascar devem detalhar o tamanho efetivo da safra gaúcha de 2026 nas próximas semanas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.