
A demanda por soja brasileira segue aquecida e ganhou ainda mais força no início de julho, impulsionando os preços no mercado doméstico. De acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar frente ao real tem fortalecido a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, estimulando novos negócios e antecipando as vendas da safra.
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Segundo os pesquisadores do Cepea, o câmbio mais favorável às exportações elevou os prêmios pagos pela soja brasileira e incentivou a comercialização antecipada da oleaginosa.
Esse cenário tem sustentado a alta das cotações internas, mesmo diante da menor disponibilidade de cotas portuárias para embarques imediatos, fator que normalmente poderia limitar o ritmo das negociações.
Negócios para novembro começam mais cedo
Outro destaque apontado pelo Cepea é a antecipação dos contratos de exportação. O maior interesse de compradores internacionais pela soja brasileira já resultou em negociações para embarques previstos para novembro.
Na safra passada, esse tipo de operação começou apenas em agosto e, mesmo assim, era considerado antecipado pelo mercado.
Em 2026, no entanto, o movimento ocorre com ainda mais antecedência, refletindo a forte demanda externa e a busca dos importadores por garantir o abastecimento da commodity.
Na avaliação do Cepea, a combinação entre dólar valorizado, prêmios mais altos e demanda internacional aquecida mantém o mercado brasileiro da soja em ritmo acelerado neste início do segundo semestre.