
As obras do túnel entre Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo, devem começar nos próximos meses, segundo afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, nesta terça-feira (2). De acordo com o ministro, o projeto avançou nas etapas preparatórias, já tem contrato assinado e recursos garantidos. A declaração foi dada em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo Tomé Franca, a empresa responsável deve iniciar nos próximos meses a organização operacional para o começo das obras. O ministro afirmou que o empreendimento é tratado como uma das principais intervenções de infraestrutura logística em andamento no país. O cronograma detalhado de execução e o valor do investimento não foram informados no conteúdo disponível.
Durante a entrevista, Franca afirmou que o túnel terá efeito sobre a mobilidade entre os dois municípios e sobre o fluxo relacionado às atividades do Porto de Santos. A estrutura deve conectar de forma subterrânea Santos e Guarujá, reduzindo a dependência da travessia atual para deslocamentos diários de trabalhadores, moradores e veículos de carga.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
O ministro também associou o projeto ao debate sobre eficiência portuária. Segundo ele, os principais gargalos da atividade portuária brasileira estão fora dos terminais, especialmente nos acessos rodoviários e ferroviários que ligam os portos às áreas produtoras. Nessa avaliação, obras de conexão logística passam a ter peso operacional para reduzir tempos de deslocamento e melhorar a fluidez do transporte.
Para o público do setor agropecuário, a declaração reforça a importância da infraestrutura no entorno do Porto de Santos, principal corredor de embarque de commodities agrícolas do país. Melhorias nos acessos podem influenciar a movimentação de cargas, a programação logística e a competitividade das exportações, embora o efeito prático dependa do andamento da obra e da integração com rodovias e ferrovias.
Franca afirmou ainda que grandes projetos de infraestrutura exigem ambiente regulatório previsível e segurança jurídica para atrair capital privado em contratos de longo prazo.
Até o momento, a informação oficial disponível indica início das obras nos próximos meses, mas sem detalhamento público sobre etapas, prazos intermediários e capacidade operacional da futura ligação. A dimensão do efeito logístico para cadeias exportadoras dependerá da execução do projeto e da conexão com outros acessos ao complexo portuário.
Fonte: Estadão Conteúdo